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SÃO PAULO – O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) avançou 0,82% em outubro, frente à alta de 0,54% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (10). O resultado ficou levemente acima do esperado pelo mercado e é o mais elevado para os meses de outubro desde 2002, quando atingiu 1,31%.
Com isso, no acumulado de 12 meses, o IPCA tem alta de 9,93%, bem acima do teto da meta do governo de 6,5%. O resultado foi superior aos 9,49% dos doze meses imediatamente anteriores e o mais elevado para os doze meses desde novembro de 2003 (11,02%). Em outubro de 2014 o IPCA havia registrado 0,42%.
A mediana dos analistas esperava avanço de 0,80% no mês passado segundo a pesquisa Bloomberg. Para o acumulado em 12 meses, a expectativa da mediana dos analistas era de em torno de 9,91% de inflação.
Em outubro, os combustíveis, que detêm parte significativa das despesas das famílias, participando com 4,89% de peso no IPCA, lideraram o ranking dos principais impactos. Mais caros em 6,09%, os combustíveis ficaram com 0,30 p.p., sendo responsáveis por 37% do resultado do índice.
Alimentação e Bebidas (0,77%) foi grupo que apresentou a segunda maior alta no índice do mês. Foi em Belém (1,61%) onde os preços mais subiram; já o Rio de Janeiro (0,28%) mostrou o menor ritmo de crescimento de preços. A alimentação fora de casa teve alta de 0,93%, mais intensa do que os alimentos consumidos em casa (0,68%). Com isto, o grupo Alimentação e Bebidas chegou a 10,39% nos últimos doze meses, tendo Goiânia à frente, com alta de 13,16%, e Belo Horizonte por último, com 7,89%.
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