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SÃO PAULO – O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) avançou 0,54% entre os dias 15 de junho e 15 de julho, frente à alta de 0,40% no período anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (20). Em 12 meses, o avanço da inflação foi de 8,93% contra os 8,98% registrados no período anterior. A mediana das expectativas dos economistas projetava avanço de 0,45% no período analisado. Para o acumulado em 12 meses, a expectativa da mediana dos analistas era de um avanço nos preços em torno de 8,83%.
Segundo o IBGE, os preços dos alimentos foram os principais vilões no resultado apresentado no período, ao registrarem aumento de 1,45%. Nessa categoria, destaque para o feijão-carioca, cujos preços subiram, em média, 58,06%, sendo o item que exerceu o maior impacto no índice do mês. Outros tipos de feijão também apresentaram significativos aumentos nos preços, caso do mulatinho (+45,94%) e do preto (+34,23%), por exemplo. Também registraram aumentos significativos os preços do arroz (+3,36%) e do leite (+15,54%).
No sentido oposto, o preço médio pago por energia elétrica caiu 1,65% no período, influenciado pela redução no valor das contas de capitais como Curitiba (-9,16%) e São Paulo (-2,48%).
Quanto aos índices regionais, o maior foi registrado em Goiânia, com 0,91%, pressionado pela alta de 3,41% nos alimentos, além da taxa de água e esgoto, com 4,07% tendo em vista o reajuste de 9,10%, em vigor a partir de primeiro de julho. O menor índice foi o de Porto Alegre com 0,20%.
Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 15 de junho a 13 de julho (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de maio a 14 de junho (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.