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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) do IBGE registrou uma alta de 0,37% em outubro, ficando bastante próximo do resultado registrado em setembro, quando o IPCA-15 era de 0,38%. O principal impacto sobre o índice de inflação de outubro ficou por conta da gasolina, que sofreu em outubro o terceiro reajuste de preços do ano.
Água e esgoto foram responsáveis pela maior alta
Segundo o IBGE, em outubro destacaram-se as variações positivas registradas para a gasolina (+1,09%) e no botijão de gás (+0,65%), além do aumento dos custos dos serviços de água e esgoto (+1,78%). Quanto aos alimentos, o instituto indica uma alta de 0,25%, o que também é inferior ao aumento dos preços deste grupo em setembro, que chegou a 0,78%.
Quanto aos alimentos tomate é destaque de queda e feijão de alta
Em outubro, o Instituto salienta que contribuíram para uma menor variação dos preços dos alimentos a retração do tomate (-13,35%), hortaliças (-6,20%), leite pasteurizado (-4,06%) e pão francês (-1,48%), além de outros produtos. Com aumentos, destacaram-se o feijão preto (+10,05%), arroz (+7,31%) e carne (+2,22%). O aumento do feijão está relacionado à quebra da safra nordestina, enquanto o da carne está relacionado ao aumento do dólar, uma vez que os pecuaristas encontraram um caminho maior para os produtos exportados.
O IPCA-15 se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões principais regiões metropolitanas do país. O cálculo do índice segue a mesma metodologia do IPCA, que tem coleta de preços realizada ao longo do mês civil. A diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços. Para o IPCA-15 de setembro a coleta os preços se deu no período de 14 de setembro a 11 de outubro e comparados com os preços vigentes de 15 de agosto a 13 de setembro.