IPCA-15 sobe 0,35% em dezembro e encerra 2017 com menor resultado em 19 anos

O resultado veio em linha com a mediana das projeções de economistas consultados pela Bloomberg

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SÃO PAULO – O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – 15) de dezembro apresentou uma alta de 0,35% na comparação com os registros de novembro, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (21). O resultado veio em linha com a mediana das projeções de economistas consultados pela Bloomberg.

O IPCA-15 tem como período de coleta de preços do dia 15 do mês anterior a 15 do mês de referência. A pesquisa abrange famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, residentes em 11 áreas urbanas das regiões de abrangência do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor do instituto, que seriam: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

O desempenho do índice em dezembro correspondeu a uma leve aceleração em comparação com novembro. Naquele mês, o índice inflacionário marcou 0,32%. Desta forma, o IPCA-E, que consiste no acumulado anual do IPCA-15, encerrou 2017 em 2,94%, em seu menor resultado desde 1998, quando havia registrado 1,66%, e abaixo do piso da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 3%.

Atualmente, as expectativas do mercado giram em torno de uma queda de 25 pontos-base na Selic no próximo Copom (Comitê de Política Monetária), o que levaria a taxa básica para o patamar de 6,75% ao ano.

Conforme mostrou o IBGE, três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram resultados em queda: artigos de residência (-0,27%), comunicação (-0,26%) e alimentos e bebidas (-0,02%). No lado das altas, a energia elétrica (0,77%), do grupo habitação (0,43%), desacelerou em relação ao mês de novembro (4,42%), devido à vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1 a partir de 1º de dezembro, em comparação com o patamar 2 anteriormente. Ainda no grupo Habitação, o gás de botijão registrou variação de 0,80%.


Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.