IPC-SP desacelera fortemente em fevereiro e sobe 0,39%

Para o mês de março, a expectativa já se aproxima de 1%, por conta do aumento nos preços dos ônibus municipais

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SÃO PAULO – De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o IPC-SP, Índice de Preços ao Consumidor apurado para a cidade de São Paulo, e que abrange o consumo das famílias com renda entre 1 e 33 salários mínimos, subiu 0,39% em fevereiro, mostrando forte desaceleração na comparação com janeiro, quando a elevação dos preços foi de 0,66%.

Dos sete grupos que compõem o índice, apenas Transporte mostrou aceleração em fevereiro, o que se deve basicamente aos reajustes nas tarifas de metrô (14,90%) e trens urbanos (10,53%). Somente esses dois itens responderam por 51,3% do índice, ou seja, caso esses aumentos não fossem concedidos, a inflação do mês teria ficado em 0,19%.

Em março, a inflação deve ficar próxima a 1%

O reajuste em 17,64% nos preços dos ônibus municipais, que entrará em vigor no próximo sábado, deverá impactar fortemente o IPC-SP deste mês.
De acordo com a FGV, apenas este item responde por 4,1% do índice, o que deve significar uma contribuição em 0,7 ponto percentual para a inflação de março. Consideradas as outras contribuições, o índice deverá fechar o mês com aumento próximo a 1%.

Alimentação pressionado por hortaliças e legumes

O grupo alimentação apresentou considerável desaceleração da inflação, fechando o mês em 0,24% contra uma elevação em 0,65% em janeiro. O grupo poderia inclusive apontar deflação, não fosse a alta em 9,66% do sub-grupo hortaliças e legumes, cujo cultivo foi bastante prejudicado pelas chuvas.
O forte aumento nos preços das hortaliças e legumes foi compensado por recuos nos preços de outros sub-grupos importantes, como frutas (-3,75%), arroz e feijão (-2,53%), laticínios (-0,93%), aves e ovos (-3,01%) e carnes bovinas (-2,91%).

Grupo Educação, Leitura e Recreação desacelera

Após registrarem elevação em 2,39% em janeiro, os preços do grupo Educação, Leitura e Recreação subiram, na média, 0,57% em fevereiro, o que mostra que o impacto sazonal dos aumentos das mensalidades escolares já foi superado.
Os cursos formais, que em janeiro apresentaram alta de 4,57%, subiram apenas 0,41% em fevereiro. Por sua vez, os cursos não formais subiram 1,03%, com destaque para os cursinhos preparatórios para vestibulares, que ficaram 4,88% mais caros.

Confira abaixo as variações dos preços de cada um dos grupos, bem como a contribuição de cada um deles para a formação do índice:

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Grupo Ponderação
(%)
Variação
(%)
Contribuição
(em pontos percentuais)
Habitação 32,7 0,23 0,08
Alimentação 29,7 0,24 0,07
Transporte 13,2 1,58 0,21
Saúde e Cuidados Pessoais 8,6 0,08 0,01
Educação, Leitura e Recreação 6,5 0,57 0,03
Vestuário 4,7 -0,86 -0,04
Despesas Diversas 4,7 0,55 0,03
IPC-SP Geral 100,00 0,39

Fonte: Divisão de Gestão de dados – IBRE/FGV

Confira também os itens que mais contribuíram para a formação do índice:

Variação
(%)
Contribuição
(em pontos percentuais)
Aumentos
Tarifa de Metrô 14,90 0,1708
Alface 16,35 0,0598
Batata Inglesa 9,98 0,0539
Manga 26,13 0,0523
Tomate 15,65 0,0433
Cenoura 16,83 0,0326
Tarifa de trem urbano 10,53 0,0254
Quedas
Limão -29,96 -0,0583
Mamão Papaya -15,21 -0,0578
Goiaba -20,53 -0,0310
Leite longa vida -1,64 -0,0277
Contra filé -5,18 -0,0190
Água sanitária -4,95 -0,0189
Frango inteiro -6,50 -0,0185
Linguiça -2,63 -0,0175

Fonte: Divisão de Gestão de dados – IBRE/FGV