IPC-S segue apresentando desaceleração no varejo e sobe 0,42%

Alta apresentada na medição anterior havia sido de 0,53%; queda do item vestuário contribuiu para a pressão

Publicidade

SÃO PAULO – A FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou, nesta segunda-feira, a variação do IPC-S, o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal dos trinta dias encerrados em dia 28 de fevereiro, que apontou inflação de 0,42%.

Com o recuo da inflação dos itens Vestuário e também Educação, Leitura e Recreação, a variação do índice sofreu uma desaceleração de 0,11 ponto percentual.

IPC-S registrou variação de 0,42% nos preços

No período, o IPC-S apurou uma inflação de 0,42%, abaixo da variação de 0,53% registrada pelo indicador anterior. Os preços do item Vestuário tiveram deflação de 0,81%, maior do que a queda de 0,50% registrada no período anterior.

Os preços do item Alimentação, por outro lado, subiram 0,85%, enquanto no período anterior haviam apresentado alta de 0,82%. Os preços do item Educação, Leitura e Recreação, que haviam subido 1,35% na medição anterior, subiram 0,39% na medição atual.

Dentre as capitais, a maior inflação foi apresentada em Salvador (+0,72%) e a menor em Goiânia (+0,20%). Dentre os itens, a maior influência positiva foi do item Batata Inglesa (+14,18%) e a maior influência negativa foi do item Mamão da Amazônia, ou Papaya (-15,83%).

Classe de Despesa 28/02/2005
(em %)
19/02/2005
(em %)
Variação
(em pontos percentuais)
Alimentação +0,85 +0,82 +0,03
Habitação +0,31 +0,38 -0,07
Vestuário -0,81 -0,50 -0,31
Saúde e Cuidados Pessoais +0,35 +0,42 -0,07
Educação, Leitura e Recreação +0,39 +1,35 -0,96
Transportes +0,29 +0,19 +0,10
Despesas Diversas +0,56 +0,52 +0,04
IPC – S +0,42 +0,53 -0,11

Fonte: FGV

Continua depois da publicidade

Metodologia do índice

O IPC-S é divulgado semanalmente pela Fundação Getúlio Vargas e refere-se ao período de trinta dias encerrado na metade da semana anterior.

A pesquisa para o cálculo do índice, que envolve cerca de 450 produtos e serviços, é realizada em doze capitais, sendo que cada capital tem peso proporcional à sua população.