IPC-C1 acelera e fica em 0,80% em março

Nos últimos 12 meses encerrados em março, a variação do IPC-C1 é de 6,16%, contra 5,86% da inflação geral, segundo dados da FGV

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SÃO PAULO – Em março, o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1) apresentou variação de 0,80%, 0,48 ponto percentual maior do que em fevereiro, quando ficou em 0,32%. O resultado, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quarta-feira (6), deve-se, especialmente, aos grupos Alimentação e Vestuário.

O percentual apurado no IPC-C1 em março está acima da inflação geral medida pelo IPC-BR, que ficou em 0,71% no terceiro mês do ano. Nos últimos doze meses, o índice acumula variação de 6,16%, enquanto que o IPC-BR registra taxa de 5,86%. No ano, o IPC-C1 está em 2,53% e o IPC-Br em 2,49%.

O IPC-C1 é calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos mensais.

Alimentação
Segundo a FGV, entre abril de 2010 e março de 2011, a taxa do grupo Alimentação ficou em 7,63%. O resultado foi menor do que o apurado nos últimos 12 meses até fevereiro deste ano, quando a variação foi de 9,53%.

Em março, a taxa do grupo passou de 0,05% para 1,51%, fazendo com que os alimentos fossem os principais responsáveis pela inflação para as famílias de baixa renda no mês. O destaque para o avanço do grupo ficou com a variação dos preços das hortaliças e legumes, de 3,05% para 7,78%.

Outros grupos
O grupo Vestuário (de -0,20% para 0,75%) também registrou forte aceleração no período analisado, sendo que a principal influência foi o o preço das roupas, de -0,39% para 1%.

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Contribuíram ainda para o resultado do IPC-C1 do mês os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,11% para 0,48%) e Educação, Leitura e Recreação (0,25% para 0,48%). Nestes casos, as influências partiram dos itens artigos de higiene e cuidado pessoal (0,09% para 0,43%) e excursão e tour (-4,11% para 0,58%), nesta ordem.

Por outro lado, os grupos Habitação (0,38% para 0,25), Transportes (0,89% para 0,13%) e Despesas Diversas (2,02% para 0,05%) desaceleraram entre fevereiro e março.