IOF e compulsório sobre leasing estão contendo o crédito, diz Mantega

Ministro voltou a negar a intenção de anunciar novas medidas de restrição ao crédito e novo aumento do superávit primário

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SÃO PAULO – Novamente questionado sobre se o governo tomaria medidas adicionais para conter a inflação, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a negar a intenção de anunciar novas medidas de restrição ao crédito e novo aumento do superávit primário.

De acordo com a Agência Brasil, ele afirmou que o reajuste do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para o crédito às pessoas físicas e o compulsório para as operações de leasing estão contendo a expansão do crédito.

“Queremos desacelerar a demanda, não derrubá-la”, declarou Mantega em entrevista coletiva. “O governo está conseguindo combater a inflação e garantir o crescimento ao mesmo tempo”.

Mais problema do que solução

Uma das formas de desacelerar a expansão do crédito, como já foi sinalizado em algumas ocasiões, seria a diminuição dos prazos das operações. De acordo com o economista-chefe da Febraban, Nicola Tingas, essa medida traria mais problemas do que soluções. “Diminuindo o prazo, as parcelas ficarão mais caras, o que pode levar a um maior endividamento da população, principalmente daqueles que dependem do crédito para comprar”, explicou.

De acordo com a pesquisa Febraban de Projeções e Expectativas de Mercado, divulgada nesta semana, 90% dos bancos participantes acreditam que o prazo médio das operações de crédito não deveria ser objeto de regulamentação por parte do Bacen.

Alimentos e combustíveis

Segundo o ministro, nos casos mais necessários o governo tomou atitudes pontuais para segurar a alta de preços. Ele citou as medidas de desoneração, como a redução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) para a gasolina e o diesel, além do Pis/Cofins (Programa de Integração Social e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) para o pão e a farinha.

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O ministro confirmou ainda que o governo pretende aumentar a produção agrícola para tirar proveito da crise mundial dos alimentos e conter a alta nos preços internos. As medidas, segundo ele, serão anunciadas no Plano Safra, que será lançado no dia 2 de julho.