Investir em previdência privada? Veja 6 motivos para não fazer isso

Analista campeão de rentabilidade em 2014 pelo Ranking InfoMoney aponta os motivos pelos quais vale mais a pena fazer a "própria previdência"

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Muito indicado pelos gerentes de bancos para quem pretende ter uma renda quando se aposentar, os planos de previdência se tornaram produtos bem populares. Separados entre PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Plano Vida Gerador de Benefício Livre), tais planos apresentam muitas desvantagens nem sempre esclarecidas. Como, por exemplo, a presença de diversas taxas, má gestões com rentabilidades pífias e longas carências onde não poderá utilizar seu dinheiro por um longo tempo.

Com um mínimo de conhecimento conseguimos montar a nossa própria previdência com uma carteira diversificada e obter menores taxas, melhor rentabilidade e mais liquidez para poder resgatar o capital sem carência e a qualquer momento, aponta Leandro Martins, analista campeão de rentabilidade em 2014, segundo Ranking InfoMoney. Fundos de previdência privada não contam com a garantia do FGC e a maioria deles apresenta rentabilidade inferior até mesmo da caderneta de poupança, além de ter liquidez pior que de um imóvel. 

Para ser mais claro, vou listar ao todo 6 desvantagens ao optar por uma previdência privada. Confira: 

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1. Baixa rentabilidade – ao buscar outras opções de investimentos encontram-se produtos mais rentáveis. 95% dos fundos de previdência privada perdem até mesmo da rentabilidade da Caderneta de Poupança;

2. Sim, há riscos – diferente de investimentos garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), como CDB, LCI e LCA, os investimentos em previdência privada não contam com a garantia do Fundo. Em caso de quebra de um banco, o FGC garante até R$ 250 mil dos investidores que aplicaram em algum destes produtos de investimento desta instituição.

3. Altas taxas – as taxas cobradas, como a de carregamento e de administração, ainda são muito altas, maiores até do que nos fundos de investimento que já cobram taxas elevadas. Dependendo da taxa cobrada, as vantagens fiscais são totalmente anuladas. Além disso, esses fundos cobram “taxa de saída”, impactando ainda mais o retorno de um investidor que efetuar algum resgate.

4. Problemas de resgate – ainda sobre saques de investidores, há impossibilidade temporária de efetuar resgates por parte destes tipos de investimento. Além disso, há uma metodologia baseada, geralmente, em uma alta expectativa de vida, onde o investidor poderá não viver até tal idade para poder usufruir de seu investimento.

5. Investimento engessado – Você estará totalmente preso neste investimento por longos anos, sem a possibilidade de ao menos se adaptar a mudanças na economia, ou mesmo de investir em possíveis novos produtos interessantes.

6. Certa vantagem apenas para alguns – O benefício fiscal, para quem possui previdência PGBL, serve apenas para quem faz declaração completa do imposto de renda durante toda vida. Se hoje é vantajoso fazer a declaração completa amanhã pode não ser.

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Gostou das dicas? Então aproveite: na próxima terça-feira (27 de janeiro) às 20h (horário de Brasília) acontecerá uma palestra online gratuita sobre o tema “os 5 passos para montar uma carteira de investimentos campeã”, que será ministrada por ninguém menos que Leandro Martins, o analista campeão de rentabilidade em 2014, segundo o Ranking InfoMoney.

A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas. Caso queira participar, clique aqui.