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SÃO PAULO – Há pouco tempo no mercado brasileiro, os ETFs (Exchange Traded Funds) são bastante conhecidos nos mercados externos, onde já estão presentes por duas décadas.
Embora os Estados Unidos sejam os maiores negociadores da modalidade atualmente, o primeiro ETF foi introduzido no Canadá, na Bolsa de Toronto, em 1990. O objetivo inicial era o mesmo que o atual: ampliar a rentabilidade nas carteiras de investimento, através da aplicação em algo que representasse todas as ações de um determinado índice, de uma forma mais fácil e de menor custo aos investidores.
Isso porque, com os ETFs, o investidor não precisa administrar todas as ações individualmente nem arcar com o custo para comprá-las e vendê-las, de forma a manter a composição do índice de referência.
Popularização
Em pouco tempo, essa modalidade já estava se espalhando para outros mercados. Em meados da década de 1990, os ETFs ganharam popularidade, uma vez que foram introduzidos na American Stock Exchange (AMEX), começando com o SPY (lançado em 1993 pelo State Street Global Advisors e tendo como benchmark o S&P 500)
Por aqui, contudo, a negociação com ETFs apenas foi disponibilizada pela BM&F Bovespa ao final de 2008. O fundo de índice mais antigo da bolsa paulista, o PIBB11, representa uma alternativa de diversificação, uma vez que tem como referência o IBrX-50, um índice que simula uma carteira com 50 empresas altamente líquidas e ponderadas pelo seu valor de mercado.
Pouco depois de seu lançamento no mercado nacional, outros três ETFs foram criados. Já em 2010, mais três novos fundos surgiram na bolsa paulista. A intenção da BM&F Bovespa é ampliar ainda mais esta oferta de ETFs, visto que a representatividade deste segmento nos negócios da bolsa atualmente ainda é baixa, se comparada com outros mercados internacionais.
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Essa promessa de crescimento dos ETFs no mercado doméstico já atrai olhos de grandes gestoras globais. “Nós temos um interesse grande no Brasil, que é o maior mercado na América Latina, o mercado-chave. Queremos expandir nossa presença na região. Na nossa visão, o crescimento econômico vai chegar para esses mercados regionais. Estamos só começando”, disse o diretor executivo para a América Latina e Iberia da BlackRock, Armando Senra.