Investimento habitacional brasileiro é três vezes menor do que espanhol

De acordo com a FGV, o total despendido no setor tem ligação direta com a liberação de crédito para a compra

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Em comparação a outros países, o investimento imobiliário brasileiro ainda tem muito o que crescer. Pesquisa divulgada nesta terça-feira (05) pela Fundação Getúlio Vargas, em parceria, com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostrou que, no País, despende-se cerca de um terço do concedido na Espanha.

Enquanto por aqui o total médio de investimento por habitante era de aproximadamente US$ 500 em 2005, o valor para cada espanhol beirava os US$ 1,6 mil. Falando em vizinhos, o Chile tinha uma média de US$ 700. De acordo com a FGV, o total despendido no setor tem ligação direta com a liberação de crédito para a compra.

“Do Chile, parece vir a mais rica fonte de inspiração. Graças a reformas financeiras e previdenciárias, o país foi capaz de estruturar um sistema de financiamento imobiliário completo”, explicaram os responsáveis pelo estudo no documento de divulgação.

Propostas

Dessa maneira, a FGV e a Abecip fizeram propostas de como melhorar o quadro brasileiro. Dentre elas, estão:

  • Criação um “marco político” favorável a medidas de fortalecimento do sistema de crédito
    imobiliário. Isso significa criar um ambiente propício para a discussão das propostas
    e implantação de reformas entre o poder público, instituições financeiras, órgãos
    normativos, entre outros;

  • No âmbito do “marco político”, esforços de coordenação institucional entre os Poderes
    Executivo e Judiciário poderiam contribuir para ampliar a segurança jurídica dos
    contratos;

  • Estabelecimento de uma política de habitação continuada para baixa renda;
  • Do lado das operações de mercado, a ampliação da atratividade das operações vinculadas
    de crédito imobiliário a investidores nacionais e estrangeiros, como forma de
    estimular a captação de recursos pelo mercado.

Desburocratização

Também foi citado como fator importante a rápida desburocratização das operações de concessão de crédito e a redução de custos e impostos incidentes sobre as operações.

Atualmente, o juro anual máximo permitido aos consumidores que tomarem um empréstimo do tipo é de 12% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial do período. No entanto, existem ainda algumas instituições financeiras que oferecem a taxa fixa, sem a incidência da TR.

Compartilhe