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SÃO PAULO – Em seu relatório anual sobre investimentos internacionais, a Unctad mostra que o IED (Investimento Estrangeiro Direto) continua em tendência crescente generalizada. Os fluxos aumentaram tanto para países desenvolvidos quanto para os emergentes.
Na opinião do órgão das Nações Unidas, esse crescimento sustentado do IED reflete avanços governamentais e corporativos. Com destaques para o desenvolvimento dos mercados de capitais e para as operações empresariais envolvendo fusões e aquisições.
Mundo
O IED mundial avançou em 2006 pelo terceiro ano consecutivo. O US$ 1,306 trilhão alcançado responde pelo segundo maior patamar da história, atrás apenas do US$ 1,411 trilhão verificado no ano 2000.
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Cerca de US$ 860 bilhões, ou 66% dos investimentos apurados em 2006, foram endereçados às nações desenvolvidas. Os Estados Unidos recuperaram o posto de número um global, com US$ 175 bilhões. E os US$ 139 bilhões do Reino Unido, antigo líder, renderam-lhe o segundo lugar.
Na análise regional, a Unctad aponta a União Européia como principal receptora de IED, 41% do total. Os asiáticos destacam-se dentro do conjunto de emergentes, com US$ 259 bilhões, ou 68%.
América Latina
Investimentos na América Latina e Caribe aumentaram em média 11% em 2006. Contudo, se excluídos os centros financeiros offshore, a variação frente a 2005 é praticamente nula.
O México não apresentou avanço significativo entre anos, mas, com seus US$ 19,037 bilhões, seguiu como o principal destino dos recursos. Já o IED direcionado ao Brasil cresceu 25%, para US$ 18,782 bilhões. Assim, os brasileiros assumem o segundo lugar na região, bem próximos aos mexicanos.
Brasil
Apesar do progresso regional observado, o Brasil caiu do 14º lugar para o 19º na lista dos maiores receptores do mundo. Entre os BRICs, o País está em terceiro lugar, atrás de China e Rússia.
| País | IED em 2006 |
| China | US$ 69,468 bi |
| Rússia | US$ 28,732 bi |
| Brasil | US$ 18,782 bi |
| Índia | US$ 16,881 bi |
Outro ponto a se ressaltar está no fluxo de investimentos brasileiros destinados a outros países. Somando US$ 28,202 bilhões, esse montante é superior ao IED recebido. Algo inédito na história do Brasil.