Publicidade
SÃO PAULO – Retornando do feriado que manteve a bolsa brasileira fechada para negociações na segunda-feira (9), os investidores por aqui terão uma série de dados econômicos para avaliar. Na véspera, as bolsas internacionais fecharam em queda, em um dia com dados ruins nas economias asiáticas, com reunião de ministros na Europa e o início da temporada de resultados nos EUA. Com isso, o índice de ADRs brasileiros caiu 1,17% nos EUA.
Números divulgados nesta manhã na China também podem pressionar o desempenho das ações de empresas ligadas a commodities por aqui. Ao divulgar a balança comercial para junho, o governo chinês mostrou uma forte desaceleração nas importações, passando de uma alta de 12,7% em abril para uma de 6,3% em junho, aos US$ 148,5 bilhões, bem abaixo do que era previsto, com um salto superior a 10%.
Além disso, vale ficar atento ao movimento da Petrobras (PETR3, PETR4) após o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmar que em caso de aumento da oferta de etanol o percentual de álcool na gasolina deve aumentar de 20% para 25%, o que poderia reduzir a necessidade de importação da gasolina a preços mais elevados pela petrolífera.
Ainda no cenário nacional, atenção para o Relatório Focus, divulgado na véspera e que continua mostrando uma deterioração nas expectativas do mercado. Pela nona retração consecutiva, a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) agora é de 2,01%, enquanto para a produção industrial é de apenas 0,1% neste ano.
Espanha: empréstimo aprovado e metas mais suaves
No cenário europeu o foco fica por conta da Espanha. Em reunião de ministros da Zona do Euro ficou decidido que a Espanha deverá receber ainda neste mês uma parcela de € 30 bilhões de empréstimos para resolver os assuntos de mais urgência, mas as condições só serão definidas no dia 20 de julho, quando será assinado um memorando de entendimento.
Além do mais, os ministros também concordaram em relaxar as metas de déficit espanhol. Agora, a meta que era de um déficit fiscal de 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano passou para 6,3% do PIB. Para 2013 o déficit deverá recuar para 4,5% e, no ano seguinte, para 2,8%. Contudo, essa medida tem um preço e a Espanha deverá apresentar novas medidas de austeridade.
Continua depois da publicidade
Mesmo assim, o ministro de Economia da Espanha, Luis de Guindos, volta a dizer que o resgate não está condicionado a medidas macroeconômicas, mas sim que o país deve respeitar o compromisso de consolidação fiscal para alcançar um déficit fiscal inferior a 3% até 2014.
Indústrias britânica e italiana surpreendem
Do Reino Unido e da Itália também vêm notícias positivas. A produção industrial nos dois países para maio superou as projeções de analistas. Em terras britânicas o ganho foi de 1,2% sobre o mês anterior, enquanto na Itália o número foi 0,8% superior. Em ambos países o mercado previa um declínio na produção.
Para o restante do pregão, que não conta com mais indicadores econômicos de grande relevância no plano internacional, os investidores devem se atentar para a reunião do Ecofin, encontro que reúne os ministros de finanças da União Europeia.