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SÃO PAULO – Depois de um início de semana fraco, os negócios nas bolsas mundiais começam a esquentar a partir de quarta-feira (24). E as ordens compradoras predominam nos mercados enquantos os investidores repercutem a cesta de indicadores sobre a economia global e aguardam o fim da reunião do Federal Reserve.
Às 14h30 (horário de Brasília), o banco central norte-americano anuncia sua decisão após dois dias de debates sobre os rumos da política monetária do país. Atualmente, a taxa básica de juros dos EUA situa-se no patamar mínimo histórico, entre zero e 0,25% ao ano. Especialistas estimam que o Federal Reserve sinalize uma expansão do programa de Quantitative Easing III, que atualmente compra R$ 40 bilhões em títulos lastreados em hipotecas por mês nos Estados Unidos.
Referências econômicas
Na agenda de indicadores, a leitura preliminar do PMI (Índice Gerente de Compra) industrial da China passou de 47,9 em setembro para 49,1 em outubro. O resultado indica que a economia chinesa está apresentando recuperação lenta. Isso porque, apesar do avanço, o índice continua em território contacionista: abaixo de 50.
Na zona do euro, a prévia do PMI composto, que mede os setores industriais e de serviços juntos, recuou 45,8 neste mês ante leitura de 46,1 em setembro. Na Alemanha, o índice de clima de negócios caiu de 101,4 para 100 entre setembro e outubro, de acordo com o instituto Ifo. Mais tarde, nos EUA, será publicado o indicador de atividade de manufatura, bem como números sobre o mercado imobiliário.
Por aqui, a agenda conta apenas com o relatório semanal de fluxo de câmbio do Banco Central. No front corporativo, a temporada de balanços ganha força com números de companhias, como Vale (VALE3; VALE5), Embraer (EMBR3), Natura (NATU3), Marfrig (MRFG3), entre outras.