Investidores mantêm apetite por risco, levando dólar comercial a nova queda

Initial Claims e Trade Balance animam mercados externos; por aqui, ata do Copom e IPCA colocam preços em foco

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SÃO PAULO – Embora tenha ameaçado subir no início da sessão, o dólar comercial é pressionado pelo maior apetite ao risco e opera com queda de 0,12% nesta quinta-feira (9), cotado a R$ 1,723.

Indicadores econômicos favoráveis nos Estados Unidos, redução dos temores em relação à Europa e uma percepção otimista da autoridade monetária brasileira sobre a economia são alguns dos fatores que animam os investidores nesta manhã.

Diante da menor aversão ao risco, o dólar perde atratividade como reserva de valor, o que influencia as perdas vistas nesta sessão. Com a variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 1,94% neste mês de setembro e uma desvalorização de 1,05% desde o início do ano. 

Agenda norte-americana
Para começar o dia de forma positiva, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgou o Initial Claims da última semana, mostrando uma queda no volume de novos pedidos de auxílio-desemprego. O indicador apontou 451 mil solicitações, frente às 478 mil vistas no período anterior e às 470 mil previstas.

Outro dado que veio melhor do que o esperado foi o déficit comercial do país em julho. A balança comercial norte-americana registrou um saldo negativo de US$ 42,8 bilhões, enquanto as projeções eram de déficit de US$ 47,3 bilhões. Em junho, o saldo ficara negativo em US$ 49,8 bilhões, conforme os dados revisados.

Política monetária
O dia ainda é permeado por notícias de política monetária. Em meio à perda de momentum da recuperação econômica global, o BoE (Bank of England) adiou novamente a retirada dos estímulos adotados durante a crise e manteve o juro básico em 0,5% ao ano e os £ 200 bilhões destinados à aquisição de ativos.

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Por aqui, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando a taxa Selic foi mantida em 10,75% ao ano, após três altas consecutivas. A avaliação da autoridade monetária é de que a inflação deve convergir para as metas, em um cenário que une demanda doméstica robusta e enfraquecimento da economia global.

Inflação doméstica
Nesse sentido, os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirmam a expectativa do Copom. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,04% em agosto, abaixo do avanço de 0,16% esperado. Já o INPC (Índice Nacional de Presços ao Consumidor), voltado para famílias de menor renda, registrou deflação de 0,07%, mesma taxa de julho.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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