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O fluxo estrangeiro na Bolsa brasileira, nos primeiros dias de janeiro, mostra forte saldo líquido negativo. Apenas nos três primeiros dias úteis de janeiro, entre dias 2 e 6, investidores de fora retiraram R$ 3 bilhões do país.
Na semana passada, o resultado ficou negativo em R$ 854 milhões, acumulando um saldo negativo de R$ 3,4 bilhões. “Os estrangeiros continuam vendedores na Bolsa brasileira”, avaliou Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP, que participou do programa Morning Call da XP nesta segunda (13).
Ativos de risco
“Vale ficar de olho nesse número (do fluxo) porque os investidores estrangeiros fazem muito preço nos ativos brasileiros na bolsa e os sinais mostram que existe de fato uma cautela, não só em relação ao Brasil, mas com ativos de risco em geral nesse começo de ano”, destacou.
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Por outro lado, ele ressalta que entre investidores institucionais locais e pessoas físicas o saldo é positivo. No acumulado de 2025, investidores institucionais tem R$ 1,5 bilhão de resultado. Já investidores pessoa física, o valor é de R$ 1,1 bilhão positivo.
Recompra de ações
Sobre o fluxo na Bolsa brasileira promovido pelas instituições financeira, o saldo não é nem positivo nem negativo, mas estável.
Na última rubrica de fluxo de negociações na bolsa, que tem o nome de “outros”, o saldo é também positivo e está em R$ 700 milhões. Segundo Ferreira, boa parte desse valor se refere à recompra de ações por empresas listadas.
Como as ações brasileiras está bem descontadas, as companhias de capital aberto aproveitam o preço baixo de seus papéis para readquiri-los do mercado.