Investidores estão migrando dos emergentes para os EUA: e pode ser só o começo

Fundos de ações dos países emergentes perderam US$ 2,7 bilhões em março, enquanto Estados Unidos ganhou US$ 15,0 bilhões; BRICs se destacam pela queda de rentabilidade
 (ShutterstocK)
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SÃO PAULO – Até agora toda a noção de ”grande rotação” de títulos para ações, se não for falsa, foi pelo menos exagerada, segundo aponta o blog Barron’s. Por outro lado, a transição dos investidores dos ativos emergentes para os dos Estados Unidos é bastante forte, e pode ser apenas o começo. 

Na última terça-feira, a Rússia informou que a sua economia cresceu a um ritmo de 2,1% durante o quarto trimestre de 2012, o ritmo mais fraco desde a recessão de 2009. Com o enfraquecimento do ritmo do país, que se destacou positivamente no início deste ano apesar dos problemas enfrentados, confirma-se que não há mais um país em tendência positiva dentre aqueles que compõem os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). 

De acordo com o estrategista do Deutsche Bank, Alan Ruskin, esta sinalização tende a reafirmar a mudança em direção aos mercados desenvolvidos, e para os Estados Unidos em particular. Associado a isto, está a fraqueza dos metais preciosos, como o ouro, a prata e o cobre, aumentaria as expectativas por um dólar mais forte.

Entretanto, por outro lado, os investidores estão buscando rendimento em ações. “Esta não pode ser a ‘grande rotação’ que os mercados estão procurando, mas se parece com uma mudança material, que sinalizam o aumento de confiança nos Estados Unidos”, avalia o estrategista.

Transição dos emergentes para os EUA?
Alguns dados podem sinalizar o que está acontecendo, mas é muito cedo para dizer que a transição de capital dos países emergentes para os Estados Unidos está realmente acontecendo.

De acordo com os dados da consultoria EPFR Global, os fundos de ações dos países emergentes registraram a sua pior semana de resgates desde setembro. Já no acumulado em março, enquanto os fundos de ações dos Estados Unidos tiveram entrada de US$ 14,98 bilhões, os mercados emergentes registraram saída de US$ 2,72 bilhões.

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Segundo aponta o Barron’s, não é difícil entender porque os investidores estão pessimistas com os emergentes. Enquanto o fundo de ações que segue o S&P 500 registrou alta de 10,6% no ano, o indexado nos mercados emergentes teve queda de 1%. Enquanto isso, o indexado em China despencou 9,8%, em Índia caiu 3,4% e em Rússia, caiu 8,6%. Em relação ao Brasil, a queda foi de 4,2%. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.