Investidores dividem olhares quanto à atuação do G-20 na condução da crise

21% avaliam intervenções do grupo com nota zero, mas praticamente 50% das respostas permeiam entre notas cinco e oito

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SÃO PAULO – Criado em 2003 para discutir movimentos dos países quanto à agricultura e possíveis decorrências de medidas protecionistas, o G-20 vê sua proposta inicial de atuação se transformar em meio à crise, ao passo que sofre forte pressão dos mercados financeiros para desempenhar papel importante nas intervenções econômicas, seja através de políticas macroeconômicas, seja por inferências diretas nas corporações.

Para Barack Obama, a reunião de Londres em abril último marcou um “ponto de inflexão nos mercados”. Talvez por um desvio de tendência ou simplesmente otimismo inflado, o que há de concreto mesmo é a forte valorização das bolsas. Desde o fechamento do primeiro pregão de abril, o Ibovespa, por exemplo, acumula valorização na casa dos 22%. Nos EUA, destaque para a alta neste ano do índice Nasdaq Composite, de 9,5%.

Rejeição evidente

Em meio ao cenário de forte retração no crescimento econômico aliada a leve recuperação nos mercados acionários, a InfoMoney promoveu avaliação na qual mensura o julgamento dos investidores frente à intervenção do G-20 nas economias ao redor do mundo, através da seguinte pergunta: “Qual sua avaliação da atuação do G-20 na condução da crise?”.

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A rejeição dos investidores brasileiros é evidente, dado que cerca de 21% dos respondentes avaliaram com nota zero a atuação do grupo na crise. Por outro lado, cabe ressaltar que a margem direita da distribuição revela espalhamento mais uniforme, ao passo que o intervalo entre as notas cinco e oito possui patamares que variam de 10% a 13%. A média ficou em 4,77 pontos.

Separatismo e promessas

A despeito do sentimento consoante de ajuda, países membros do G-20 adotam postura em parte protecionista quando se trata de comércio internacional. Lemas como “Buy American” (compre artigos norte-americanos) e “British jobs for British workers” (empregos britânicos para trabalhadores britânicos) reforçam a tese separatista, embora todos percam com as menores correntes entre os países.

Quase dois meses após a reunião de Londres, aparentemente nada mudou na atuação do G-20 na condução da crise: muitas promessas, poucas realizações. “Algumas das medidas que foram feitas são premeditadas por estimarem que a recessão será curta”, declarou Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel de Economia no ano passado. Se a duração do fraco crescimento econômico permanece sem clareza, o mínimo que o mercado espera são medidas consoantes das vinte maiores economias do mundo.

Confira a avaliação

Qual sua avaliação da atuação do G-20 na condução da crise?VotosPercentual
070921%
1642%
21856%
31304%
42608%
544813%
639112%
743313%
833810%
91043%
102758%