Comentário diário

Investidores atuam em compasso de espera por eleições dos EUA

Bolsas mundiais apresentam direções opostas; Congresso do Partido Comunista da China e reunião do G-20 também estão no radar

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SÃO PAULO – A cautela dita o rumo das bolsas globais no pregão desta segunda-feira (5) com investidores em compasso de espera de importantes eventos políticos, como a eleição presidencial dos EUA na terça-feira.

Por ora, o sinal negativo predomina nos mercados europeus, enquanto os índices futuros das bolsas de Nova York sustentam leve alta. Na Ásia, as bolsas fecharam sem sinal definido. 

Os eleitores norte-americanos decidem amanhã entre dar mais quatro anos de mandato ao atual presidente Barack Obama ou mudar de rumo com o republicano Mitt Romney. Conforme pesquisas da CNN, Washington Post e Wall Street Journal, os candidatos estão empatados com cerca de 49% das intenções de voto.

O cenário político chinês também está na pauta, com o início do Congresso do Partido Comunista do país na quinta-feira. A expectativa é de que, após o Congresso, o vice-presidente Xi Jinping substitua Hu Jintao e torne-se presidente de Estado no início do ano que vem.

G-20 no México
Por enquanto, os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais dos países do G-20 devem concluir, mais tarde, uma reunião de dois dias, na Cidade do México. O mercado não espera que o evento traga grandes decisões antes dos acontecimentos políticos nos EUA e China.

Por isso, grandes figuras, como o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner e o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, optaram por não comparecer ao encontro.

Depois do primeiro dia de reunião, o quadro econômico traçado pelos representantes do G-20 é de que houve uma melhora do cenário global, mas ainda há riscos de curto prazo, por conta de atrasos na implementação de políticas na Europa e receios com a situação fiscal nos EUA e Japão.

Pacote grego
No âmbito da crise do euro, o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, alertou novamente neste domingo que o país poderá ser forçado a sair do euro se o Parlamento não aprovar uma nova rodada de medidas de austeridade necessárias para conseguir resgate financeiro. O Parlamento deve votar na quarta-feira um projeto de € 18 bilhões em cortes de gastos e outras reformas.

Agenda econômica
Na agenda de indicadores, o PMI (Índice de Gerentes de Compra) do setor de serviços da China subiu para 55,5 em outubro, ante 53,7 em setembro, conforme dados oficiais. Já o índice medido pelo HSBC desacelerou no período, indo de 54,3 para 53,5.

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No Velho Continente, o sentimento do investidor da Zona do Euro subiu em novembro pelo terceiro mês consecutivo. O índice foi de -22,2 para -18,8 pontos na passagem mensal.

Nos EUA, a agenda reserva apenas o ISM Services, que mensura a atividade do setor de serviços do país. Por aqui, a agenda reserva os tradicionais Boletim Focus e balança comercial, além da sondagem do comércio e a leitura de outubro do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).