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Investidores acompanham noticiário político e impacto em Petrobras e Banco do Brasil e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quinta-feira (14)

SÃO PAULO – Em destaque na sessão desta quinta-feira, os investidores em Bolsa brasileira seguem monitorando o noticiário sobre Banco do Brasil e Petrobras após a forte queda, de cerca de 5%, das ações das duas empresas na véspera.

No caso do BB, destaque para a notícia de diversos veículos de imprensa, ainda não confirmada, de que Jair Bolsonaro teria decidido demitir André Brandão do banco estatal. Já no caso da Petrobras, o noticiário sobre uma potencial greve dos caminhoneiros e uma reclamação no órgão regulador antitruste CADE alegando que a estatal estaria praticando preços predatórios de combustíveis nas refinarias, abaixo dos níveis de paridade de importação segue no radar dos mercados.

MRV, Simpar e outras empresas também são destaque no noticiário. Confira os destaques:

 

Banco do Brasil (BBAS3)

Os investidores ficam de olho no noticiário sobre o Banco do Brasil, após diversos veículos de mídia apontarem que André Brandão deixará o o comando da instituição depois que anunciou um plano de demissão voluntária e fechamento de centenas de agências pelo país, algo que irritou o presidente Jair Bolsonaro. As ações fecharam em queda de 5% na véspera. Caso confirmada, a saída do executivo do BB vai ampliar temores do mercado sobre interferência política no banco.

Em fato relevante, o BB informou que não recebeu comunicação formal sobre sobre suposta demissão de Brandão.

Para o Credit Suisse, se confirmada, a notícia é negativa, pois lançaria dúvidas sobre a continuação das iniciativas recentes de corte de custos, ao mesmo tempo que aumentaria o medo da interferência do governo. Segundo o Bradesco BBI, mais do que as razões por trás da decisão de substituir o CEO é o fato de que BB deve passar por mais uma mudança importante em sua equipe de gestores em apenas dois anos. Isso deverá ser visto como negativo para os preços das ações.

Marcel Campos, analista da XP Investimentos, também destacou em nota que a notícia seria ruim. Isso porque i) Brandão sinalizou positivamente para o mercado que seu mandato seria voltado para o ganho de eficiência por meio de uma reestruturação organizacional; ii) o executivo é um veterano respeitado com mais de 30 anos de experiência em bancos privados, como Citi e HSBC, incluindo uma posição de CEO na operação local do HSBC de 2012 até sua venda para o Bradesco em 2016; e iii) pode ser visto como interferência política do governo (acionista controlador) em detrimento dos acionistas minoritários.

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De acordo com um operador que não quis se identificar, o motivo para a saída iminente de Brandão diminui muito as expectativas sobre o novo CEO, mesmo que ele seja alguém do mercado financeiro. “A questão também é que já colocaram uma pessoa do mercado [Brandão]. Nem se fosse outra pessoa de mesmo perfil adiantaria, pois o próprio investidor teria dificuldade de acreditar na possibilidade de um bom executivo atuar dentro do banco. E ainda existe a possibilidade de indicação política, o que implicaria em uma situação muito desconfortável”, avalia o operador.

Veja mais clicando aqui. 

Petrobras (PETR3;PETR4)

Os analistas da XP Investimentos destacaram a forte queda das ações da Petrobras ontem, com os ativos PN caindo 4,83%.

O desempenho das ações refletiu uma combinação de notícias. A primeira, mencionando que a Associação Brasileira dos Importadores Independentes de Combustíveis (ABICOM) entrou com uma reclamação no órgão regulador antitruste CADE alegando que a Petrobras estaria praticando preços predatórios de combustíveis nas refinarias, abaixo dos níveis de paridade de importação.

Outra, a respeito de uma potencial greve de caminhoneiros no dia 1º de fevereiro de 2021, após fala do presidente da “Associação Nacional do Transporte Autônomo do Brasil” (ANBT), com reclamações a respeito dos preços do diesel, além de outras reinvindicações como como o preço mínimo do frete (ainda em análise no Supremo) e outros compromissos firmados pelo governo no passado.

“Embora continuaremos monitorando cuidadosamente desenvolvimentos acerca da política de preços da Petrobras no futuro, acreditamos que o mercado pode ter reagido de forma exagerada às notícias acima mencionadas”, apontam os analistas. Eles possuem recomendação de compra para ações da Petrobras, com preços-alvo de 12 meses de R$35 para PETR4 e PETR3.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties comunicou a compra de 100% da Torre Paineiras e 30% da Torre Jatobá no Condomínio Parque da Cidade, localizado em uma área nobre da cidade de São Paulo, por R$ 832 milhões em parceria com o fundo imobiliário HSI V Real Estate.

Já foram pagos R$ 756 milhões pelo empreendimento, sendo que o restante será quitado após determinadas condições do vendedor.

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Ao todo, as duas torres possuem Área Bruta Locável (ABL) de 55,8 mil metros quadrados.

O Condomínio Parque da Cidade será composto por uma torre de salas comerciais, cinco torres corporativas, dois edifícios residenciais, um shopping e um hotel cinco estrelas. Com a aquisição destas propriedades, a BR Properties passa a ser detentora de 101.865 m² de ABL do referido empreendimento, compreendida nas torres corporativas: Aroeira, Paineira e Jatobá, destacou a empresa no comunicado.

Smiles (SMLS3) e Gol (GOLL4)

De acordo com informações do Valor Econômico, o comando executivo da Smiles, companhia que administra o programa de milhagem da Gol, recomendou aos acionistas que rejeitem a proposta de abertura de uma ação de responsabilidade civil contra membros do conselho de administração relacionada à compra de passagens aéreas da Gol. A companhia convocou assembleia para 5 de fevereiro sobre o tema, após pedido de dois acionistas minoritários.

B2W (BTOW3)

Os analistas do Itaú BBA destacaram as mudanças feitas pela B2W em sua operação de marketplace. A empresa não cobrará mais de seus vendedores com base nos custos de entrega, oferecerá aos vendedores frete grátis em pedidos acima de R $ 100 e não cobrará dos vendedores por vendas canceladas durante o período de processamento da entrega (expedição).

“Acreditamos que esta mudança proporciona maior previsibilidade de receita para vendedores menores e pode levar ao crescimento de GMV [volume bruto de mercadoria] adiante”, avaliam os analistas do banco. Na visão deles, essas medidas adotadas podem ser compensadas por um melhor crescimento do GMV decorrente de preços mais competitivos e
melhor penetração da rede gerenciada.

O BBA ressalta que as mudanças refletem um ambiente de e-commerce ainda mais competitivo e a B2W está fazendo um movimento para garantir ganhos de participação de mercado em 2021.

“Dito isso, esperamos que a B2W continue a se beneficiar de sua exposição total ao e-commerce, dada a provável mudança estrutural no comportamento do consumidor causada pela pandemia, com mais compras online. Dada a dificuldade em estimar o impacto financeiro das novas medidas, mantemos nossa recomendação outperform [desempenho superior à média do mercado] para BTOW3, com preço-alvo de R$ 128 por ação, até ajustarmos nosso modelo” apontaram os analistas. O preço-alvo representa um potencial de valorização de 70% em relação ao fechamento de quarta-feira da ação, de R$ 75,30.

Iochpe Maxion (MYPK3)

O Bradesco BBI reiterou a sua recomendação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Iochpe Maxion, com preço-alvo de R$ 20, ou um potencial de valorização de 33% frente o fechamento da véspera.

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Segundo os analistas, o mercado parece excessivamente preocupado com a liquidez financeira e com a alavancagem da Iochpe Maxion.

O banco ressalta que a empresa reportou uma posição de caixa de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre de 2020, R$ 695 milhões abaixo da dívida de curto prazo, e uma razão entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) de sete vezes.

Mas o banco ressalta que a Iochpe está prolongando o perfil de sua dívida, com uma nova linha de crédito de sete anos de R$ 940 milhões, e um período de carência de dois anos. Além disso, a expectativa do banco é de que a alta do Ebitda reduza a alavancagem para 3,4 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda.

O Bradesco ressalta, no entanto, algumas questões, como gastos potenciais de R$ 642 milhões com operações de compra e relocação de ativos imobiliários, descontos sobre recebíveis e emissão de títulos conversíveis.

BR Distribuidora (BRDT3), Raízen e Ultrapar (UGPA3)

Segundo dados do Bradesco BBI, o volume de combustíveis vendido no Brasil está apenas 0,5% abaixo dos níveis de 10 de janeiro de 2020. Na mesma comparação, houve alta de 5,1% de etanol, seguido por diesel, com alta de 1%. Volumes de gasolina caíram 0,5%, e os volumes de gasolina premium estão em linha com o patamar anterior.

O banco afirma que os volumes de combustíveis deixaram, em grande medida, os efeitos da pandemia para trás. E os efeitos da nova alta de casos de covid no Brasil ainda não aparecem nos dados, o que pode mudar à medida que lockdowns e novas restrições são implementados no Brasil.

Em 12 meses, a BR Distribuidora teve a melhor performance, acima das outras empresas do setor. A empresa teve alta de 8,7% em volumes. Ipiranga, de propriedade da Ultrapar, teve redução de 6,5%, Raízen teve queda de 1,5% e postos sem marcas tiveram queda de 6,9%.

Com base nos dados de dezembro, o BBI diz esperar que a Raízen ganhe participação de mercado sobre BR Distribuidora e Ipiranga. O banco diz que a Raízen perdeu 0,67 ponto percentual em novembro, e deve recuperar 0,64 pontos percentuais em dezembro.

Em dezembro, Ipiranga deverá perder 0,45 pontos percentuais, e BR Distribuidora deverá perder 0,2 ponto percentual, afirma o Bradesco BBI.

Santander (SANB11)

Na última quarta-feira, a administração do Santander Brasil realizou reunião com analistas de mercado. Conforme aponta a XP Investimentos, no geral, a reunião foi positiva sobre as perspectivas da administração, mas sem grandes surpresas, com destaque para a perspectiva muito otimista da administração sobre o possível nível de índices de inadimplência em 2021 e a rentabilidade no futuro.

A equipe de análise, contudo, reiterou recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 32, para a ação, pois avalia que o banco: i) apresenta um mix de crédito mais arriscado com a maior porção de crédito de varejo em relação aos concorrentes e um índice de inadimplência abaixo da média; ii) está menos provisionado do que os pares privados, o que pode afetar o lucro em 2021; e iii) tem múltiplos de 2021 acima da média com 2,1 vezes o preço sobre patrimônio líquido (P/PL) e 13,5 vezes o Preço sobre lucro (P/L).

SulAmérica (SULA11)

A Sul América vai emitir R$ 700 milhões em debêntures, informou a companhia em comunicado ao mercado. Os recursos de emissão de debêntures serão usados para reforço e adequação de níveis de liquidez e outros fins.

Simpar (SIMH3)

A Fitch Ratings atribuiu nota BB-, com perspectiva estável às notas propostas a serem emitidas pela Simpar Europe, subsidiária integral da Simpar. A Fitch diz que a nota reflete o modelo forte de negócios da Simpar. A avaliação foi divulgada na quarta.

BTG Pactual (BPAC11)

O banco BTG Pactual informou a realização de uma oferta pública primária de ações composta por 22.222.222 ações. A cotação de fechamento das ações do banco na B3 em 13 de janeiro foi de R$ 91,26 por unidade, um valor que a empresa afirma ser “meramente indicativo do preço por unit”.

MRV (MRVE3)

A MRV informou que seu conselho de administração deliberou o pagamento de R$ 100 milhões para distribuição como dividendos extraordinários à conta de lucros do exercício de 2019. Isso equivale a R$ 0,207093497 por ação de emissão da Companhia, a serem pagos em 28 de janeiro de 2021 aos acionistas.

Dommo (DMMO3)

A Dommo Energia informou que o percentual de ações detidas pelas Entidades Pimco foi reduzido de 15,0824% do capital social para 13,4664%.

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