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SÃO PAULO – Invertendo o sinal de abertura, o dólar comercial encerrou a quinta-feira (29) em alta frente ao real, impulsionado pela piora no nervosismo entre os investidores com novos resultados corporativos ruins e indicadores negativos.
O Banco Central voltou a intervir no mercado cambial para conter o avanço da divisa norte-americana e realizou leilões de venda conjugados com leilões de compra de dólares. A operação movimentou um total de US$ 675 milhões. Além disso, ocorreu um novo leilão de dólares à vista, cuja taxa de corte para venda ficou em R$ 2,2910.
O CMN (Conselho Monetário Nacional) anunciou que contratos de câmbio de exportação podem ser fechados com prazo de até 360 dias para embarque da mercadoria ou da prestação do serviço, sendo que bancos e exportadores podem prorrogar o prazo até 31 de janeiro de 2010.
Completando a cena doméstica, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada mostrou um colegiado ainda preocupado com a inflação, mas atento ao desenrolar da crise. “Os problemas do sistema financeiro internacional continuam sendo agravados por uma deterioração cíclica na qualidade do crédito”, afirmou o documento.
Pessimismo externo
Lá fora, resultados desfavoráveis de Sony, Shell e Ford sinalizam a diversidade dos setores afetados pelas condições econômicas atuais. A agenda de indicadores também preocupa: o número de desempregados na Alemanha avançou o dobro do previsto e o índice de confiança dos consumidores na Europa caiu para seu menor nível.
O número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA ficou acima do esperado na última semana e os pedidos e entregas de bens duráveis tiveram recuo maior que as expectativas em dezembro. Para completar, indicador sobre vendas de casas novas também decepcionou.
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Além disso, a perspectiva negativa referente ao futuro econômico mundial pressionou os preços das commodities por causa de temores de desaquecimento da demanda, fato que aumenta as preocupações acerca da balança comercial brasileira.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2950 na compra e R$ 2,2970 na venda, forte alta de 0,92% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,4500, representando um ágio de 6,75% em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 1,71% em janeiro, frente à alta de 0,73% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,71%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro encerrou o dia cotado a R$ 2.289, forte alta de 0,88% em relação ao fechamento de R$ 2.269 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em alta de 0,68%, atingindo R$ 2.306 frente à R$ 2.290 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,2950.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,80% para abril de 2009, 0,90 ponto percentual acima do fechamento anterior.