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SÃO PAULO – Após ter iniciado as negociações desta segunda-feira em queda, estendendo o movimento da semana anterior, o dólar reverteu e encerrou a sessão em forte alta, chegando próximo dos R$ 2,72. Ao longo do dia, a moeda norte-americana chegou a operar acima deste valor, mas no final da sessão acabou perdendo parte do fôlego, encerrando abaixo deste patamar.
O comportamento do dólar nesta segunda-feira esteve relacionado, basicamente, ao leilão de compra da divisa promovido pelo Banco Central nesta manhã – a primeira intervenção do BC no mercado de câmbio desde o dia 4 de fevereiro deste ano. Apesar de boa parte do mercado já estar à espera desta ação do BC, isto não impediu a trajetória de alta tomada pelo dólar no restante da sessão.
Mercado espera novas intervenções
Neste sentido, o Banco Central realizou a compra de US$ 1 milhão, com o pretexto de recomposição de reservas. Contudo, o que ocorreu de fato, a exemplo do início deste ano, foi que o BC julgou necessária uma intervenção no mercado de câmbio para evitar maiores recuos do dólar, como vinha acontecendo nas recentes semanas.
A forte queda do dólar verificada nas sessões anteriores já vinha ameaçando as exportações do país, como evidenciaram os mais recentes dados da balança comercial brasileira divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Dessa maneira, o próprio ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, elogiou a decisão do BC de intervir no mercado de câmbio.
Apesar do baixo montante movimentado na operação, o que efetivamente impulsionou o dólar foi a percepção de que este será apenas o primeiro leilão de compra da moeda a ser promovido pelo BC. Com isto, muitos investidores anteciparam-se às futuras elevações do dólar e realizaram suas compras nesta sessão, inflando a cotação da moeda norte-americana.
Cenário externo também influenciou
Mas não foram somente as notícias vindas do cenário doméstico que ditaram o comportamento do dólar: o cenário externo também teve sua dose de influência no desempenho da divisa nesta segunda-feira. O grande destaque, neste sentido, ficou com atentados ocorridos na Arábia Saudita e na Espanha, durante esta manhã.
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Estes atentados ampliaram a cautela dos investidores com relação à segurança internacional, impulsionando também o preço do petróleo, tanto em Londres quanto em Nova York.
Dólar encerrou em alta
Dessa maneira, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,7170 na compra e R$ 2,7180
na venda, alta de 0,33% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9960, representando um ágio de 10,27%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,07% em dezembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,34%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.746,
alta de 0,29% em relação ao fechamento
de R$ 2.738
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, fechou em alta de 0,65%,
atingindo R$ 2.790 frente
à R$ 2.772 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,40% para fevereiro de 2005, com forte alta de 0,48 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato referente a março de 2005, encerrou a 2,43%, alta de 0,31 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.