Intervenção do Banco Central não minimiza perdas do dólar comercial

Em mais um dia positivo para os principais mercados externos, dados da economia norte-americana amparam otimismo

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SÃO PAULO – Renovando suas mínimas desde novembro de 2000, o dólar comercial mantém o ritmo de acentuada queda visto no início desta sessão, operando abaixo de R$ 1,91.

Nem mesmo a realização de um leilão de compra de dólares pelo Banco Central minimiza as perdas da moeda dos EUA diante do real. Segundo fontes de mercado, a autoridade monetária aceitou entre 10 e 12 propostas, a uma taxa de corte de R$ 1,9075.

Atenção aos indicadores

Em mais um dia positivo para os principais mercados externos, o otimismo internacional segue amparado por indicadores da economia norte-americana, bem recebidos pelo mercado.

Os principais destaques desta sexta-feira ficam com os dados do mercado de trabalho dos EUA contidos no Employment Report, junto aos índices de renda e consumo dos cidadãos do país.

No cenário doméstico, chamam a atenção os dados da balança comercial brasileira, que encerrou o mês de maio com saldo positivo de US$ 3,868 bilhões, o segundo maior superávit do ano.

Acompanhe as cotações de dólar comercial e dólar futuro

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,9030 na compra e R$ 1,9050 na venda, forte baixa de 1,04% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0690 na venda, representando um ágio de 8,72% em relação ao dólar comercial.

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho está sendo cotado a R$ 1.911,
forte baixa de 0,98% em relação ao fechamento
de R$ 1.930
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera
em baixa de 0,36%,
atingindo R$ 1.922 frente
a R$ 1.929 do fechamento de quinta-feira.