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SÃO PAULO – Planos de estímulo, resultados corporativos ruins e indicadores preocupantes foram observados no primeiro mês de 2009. A ideia de que a virada do ano seria capaz de trazer sinais da recuperação econômica tornou-se mais distante para muitos economistas, mas ainda há quem diga que janeiro foi uma época de renovar as esperanças.
Dividindo espaço com as referências negativas, alguns especialistas conseguiram enxergar sinais de recuperação no mercado de crédito, citando, por exemplo, pesquisas que indicaram queda no spread interbancário, diminuição nas taxas hipotecárias e retomada na emissão de títulos corporativos. Para eles, o tempo de ampliar as carteiras pode está prestes a chegar.
Tempo de elevar alocação?
“Nós ainda não estamos convencidos”, disse o banco UBS em relatório divulgado nesta segunda-feira (2). “Quanto à possível recuperação dos mercados, o que enxergamos é que as condições de crédito continuam bastante longe de estarem próximas ao normal”, informou a equipe responsável pela avaliação.
De acordo com a opinião do banco, as linhas de financiamentos ainda estão muito seletivas, o mercado de securitização está fechado e a demanda por empréstimos segue enfraquecida.
“As condições do mercado de crédito não são suficientes para restaurar a confiança do investidor de que a economia está se recuperando, algo que é fundamental para melhorar de forma sustentável o desempenho das ações”, defende o UBS. Porém o banco observou que uma alocação de capital menos defensiva já pode fazer algum sentido.
Alocação inteligente
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“Reiteramos nossa preferência para os títulos de grandes empresas e os relacionados à inflação, com uma modesta recomendação acima da média para os EUA”, afirmam os especialistas.
Já os títulos emitidos por governos e os REITs (ativos ligados ao investimento imobiliário) não foram recomendados pelo banco, sendo vistos como abaixo da média.