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O interesse dos bancos dos Estados Unidos pelas criptomoedas esfriou após o colapso do ecossistema Terra (LUNA) no início do ano e a falência da exchange FTX no mês passado, disse Michael Hsu, chefe interino do Office of the Comptroller of the Currency (OCC), agência que supervisiona os bancos norte-americanos.
“No geral, posso dizer – e isso será óbvio – que havia mais interesse antes do Terra/LUNA” e da FTX, falou Hsu. Na quinta-feira (8), a OCC divulgou seu relatório de “Perspectiva Semestral de Risco”, que destacou os riscos das criptomoedas.
O documento incluiu uma nova seção sobre ativos digitais como um “tópico especial em riscos emergentes” e criticou o setor, dizendo que “falta maturidade” em suas práticas de gerenciamento de risco.
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“A maioria dos participantes do mercado cripto parecia despreparada para as tensões e surpresas que ocorreram neste ano, resultando em perdas substanciais para milhões de consumidores”, observou o relatório, que é emitido duas vezes por ano para sinalizar riscos para o setor bancário nos EUA.
De acordo com a orientação do OCC, os bancos nacionais supervisionados pela agência – a grande maioria dos credores importantes dos EUA – não podem mergulhar em novos negócios cripto sem obter o aval da agência.
Até agora, a maior parte da atividade de cripto nos bancos se concentrou em manter ativos digitais para os clientes, embora algumas empresas de Wall Street tenham experimentado stablecoins e desenvolvido projetos em blockchain.
Os eventos deste ano – culminando recentemente com o colapso da FTX, que já foi uma das gigantes do segmento – “revelaram que as práticas de gestão de risco da indústria cripto são fracas, que as stablecoins podem não ser estáveis e que o risco de contágio dentro desse mercado é alto”, disse Hsu, que tem criticado constantemente o setor. Tudo isso, disse ele, “explica algumas das posturas dos bancos em relação às criptomoedas”.
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As senadoras americanas Elizabeth Warren e Tina Smith enviaram cartas aos reguladores bancários nesta semana pedindo respostas sobre o envolvimento dos bancos com criptoativos.
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“Embora o sistema bancário até agora tenha ficado relativamente ileso após o último crash das criptomoedas, o colapso da FTX mostra que os criptoativos podem estar mais integrados ao sistema bancário do que os reguladores acreditam”, escreveram.
Em particular, as legisladoras perguntaram a Hsu como a Alameda Research, uma empresa fundada pelo criador da FTX, o ex-bilionário Sam Bankman-Fried, poderia ter investido no Moonstone Bank, uma instituição financeira com sede no estado de Washington.