Publicidade
SÃO PAULO – Com a maior aversão ao risco do mercado em meio aos sinais de instabilidade nos EUA e na Zona do Euro, o dólar comercial superou as perdas da véspera e opera em alta na tarde dessa quinta-feira (12), seguindo o movimento da abertura. Por volta das 14h00 (horário de Brasília), a divisa norte-americana tinha valorização de 0,46%, cotada a R$ 2,0447 na venda.
O Federal Reserve havia decepcionado os mercados na véspera e ainda reflete no humor dos mercados nessa data. A ata da última reunião do Banco Central dos EUA sinalizou que não haverá uma nova – e esperada – onda de estímulos à economia.
Os investidores também analisam os indicadores na agenda norte-americana. Os preços dos bens exportados dos Estados Unidos ao resto do mundo caíram 1,4% em junho. Já o número de pedidos de auxílio-desemprego veio abaixo do esperado, atingindo 350 mil.
Europa no radar
Na Europa, o BCE (Banco Central Europeu) afirmou, em relatório mensal, que a economia do bloco se deteriorou e deve registrar queda de 0,3% este ano.
A produção industrial da Zona do Euro confirma o discurso do órgão. Mesmo apurando alta de 0,6% em maio frente a abril, quando comparada ao resultado do ano passado, a atividade do setor despencou 2,8%.
Por aqui, prévia do PIB e corte de juros
No Brasil, o IBC-Br (Índice Mensal de Atividade) divulgado pelo Banco Central sinalizou estabilidade econômica em maio frente a abril. A taxa registrou queda de apenas 0,02%, bem abaixo do esperado pelo mercado (entre -0,2% e -0,4%).
Continua depois da publicidade
Além disso, os investidores digerem o corte na taxa básica de juro anunciado na noite anterior pelo Copom (Comitê de Política Monetária). A redução da Selic foi de 0,5 ponto percentual, em linha com as estimativas do mercado, levando a taxa de juro para 8% ao ano.
<!–
Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
–>