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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou há pouco o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referente ao mês de setembro. O INPC registrou uma variação positiva de 0,44% no mês, superando o resultado apurado em agosto, quando o INPC foi de 0,79%. O acumulado no ano ficou em 6,26%, acima do INPC de 4,23% referente aos nove primeiros meses do ano passado. Nos últimos doze meses, a variação dos preços ao consumidor foi de 7,32%. Em setembro do 2000, a taxa mensal foi 0,73%.
Quanto aos índices regionais, as menores variações positivas ficaram com Belo Horizonte (+0,03%), Belém (+0,04%) e São Paulo (+0,13%), enquanto as maiores altas ficaram com as cidades de Salvador (+1,30%), Recife (+1,17%) e Goiânia (+0,72%).
A principal diferença entre o INPC e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) está na amostragem que compõe a pesquisa de preços. No primeiro caso, somente os consumidores de renda mais baixa são abordados, enquanto para o cálculo do índice amplo a amostra passa a incorporar famílias com rendimentos maiores.
O INPC, calculado pelo IBGE desde 1979, utiliza como amostragem o universo de pesquisa que se refere às famílias com rendimento monetário de um a oito salários-mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além de Goiânia e de Brasília. Para o cálculo do INPC de setembro foram comparados os preços coletados no período de 30 de agosto a 27 de setembro (referência) com os preços vigentes no período de 31 de julho a 29 de agosto (base).