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Inflando a bolha? Saiba por que a Bolsa da China pode disparar na quarta-feira

Possível inclusão de ações chinesas no MSCI de Mercados Emergentes pode causar um rali de US$ 330 bilhões nos índices do gigante asiático

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SÃO PAULO – Esta quarta-feira pode ser um momento crucial para as bolsas chinesas. Uma reportagem de Laura He, do site Market Watch, lembra que quatro horas antes da abertura do índice de Xangai, o MSCI (Morgan Stanley Capital International) anunciará se vai incluir em sua carteira do índice de Mercados Emergentes (seguido por fundos que somam US$ 1,7 trilhão em ativos ao redor do mundo) algumas das principais ações chinesas cotadas em yuans. 

Como costuma ocorrer nestes casos, os fundos estrangeiros que seguem o índice de forma ativa ou passiva serão obrigados a comprar os papéis para se rebalancear. Assim, eles exercerão pressão compradora e farão disparar as ações dessas empresas. Em uma notícia recente do Wall Street Journal, foi informado que fundos como o grupo Vanguard já estão planejando comprar ativos chineses antes da decisão do MSCI. 

Apesar disso, alguns analistas acreditam que ainda existem grandes obstáculos para a inclusão das ações chinesas no índice internacional. Caso principalmente da restrição aos investimentos estrangeiros que o governo do gigante asiático faz. Contra isso, um movimento para liberalização foi realizado este ano, com a integração dos mercados de Xangai e Hong Kong no começo do ano. Ele permitiu pela primeira vez que investidores do varejo comprassem diretamente ativos da China continental diretamente. 

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Mas apesar de tais liberalizações, o fundador e diretor de investimentos do grupo China Foward Capital, Qi Wang, disse ao Market Watch acreditar que o MSCI provavelmente vai esperar um pouco mais antes de incluir as ações chinesas, chamadas de A-shares. “Pode haver mudanças políticas mais dramáticas no segundo semestre de 2015, para além do reconhecimento mútuo de fundos já anunciado”, explicou ao veículo. “Isso pode levar o MSCI a atrasar a decisão para mais tarde este ano, a fim de ter uma visão mais abrangente”.

Acontecendo agora ou mais tarde este ano, o importante é que quando o índice internacional incluir em sua carteira os ativos do gigante asiático, as bolsas chinesas terão um forte rali. O HSBC estima que os fundos passivos acabariam sendo responsáveis por um fluxo de US$ 50 bilhões e os ativos poderão elevar esta soma para US$ 330 bilhões. Em um mercado no qual muitos veem o risco de uma Bolha, o rali pode ser motivo de cautela para os investidores.