Inflação volta a subir e IGP-DI registra alta de 1,45%

A Fundação Getúlio Vargas divulgou o IGP-DI referente ao mês de outubro, que registrou variação positiva de 1,45%, atingindo o maior nível de inflação para o mês, desde a desvalorização cambial em 1999. O IGP-DI acumula no ano alta de 9,36%, enquanto o índice anualizado para os últimos doze meses acumula inflação de 10,62%. Este […]

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A Fundação Getúlio Vargas divulgou o IGP-DI referente ao mês de outubro, que registrou variação positiva de 1,45%, atingindo o maior nível de inflação para o mês, desde a desvalorização cambial em 1999. O IGP-DI acumula no ano alta de 9,36%, enquanto o índice anualizado para os últimos doze meses acumula inflação de 10,62%. Este resultado supera a taxa de inflação registrada em setembro, quando a inflação medida pelo IGP-DI ficou em 0,38%.

Aumento da inflação reflete maiores repasses

O resultado de outubro reflete o aumento dos preços por atacado, com destaque para o aumento dos preços dos bens de produção, demonstrando assim uma aceleração na alta dos preços, com repasse maior da desvalorização cambial aos preços. A aceleração na inflação também reflete o impacto gerado pelo reajuste da gasolina e das tarifas de energia elétrica concedidas pelo governo no mês.

O IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) é bastante utilizado pelo mercado, e mede a evolução geral de preços na economia, criando assim uma medida nacional de inflação. O IGP-DI é divulgado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas, e é composto pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC – peso de 30%), Índice de Preços no Atacado (IPA – peso de 60%) e Índice Nacional de Construção Civil (INCC – peso de 10%).

Bens de produção comandam a alta em outubro

Em outubro, os preços por atacado registraram uma variação positiva de 1,88%, refletindo o aumento nos preços dos bens de produção de 2,04%, combinado à alta de 1,60% nos preços dos bens de consumo no período. Quanto aos bens de produção, o aumento das matérias-primas (+2,09%), equipamentos (+2,60%) e outros insumos comandaram as altas de preços. Já quanto aos bens de consumo, a alta do preço dos não duráveis (+1,66%) refletiu principalmente o aumento dos preços dos alimentos.

No que se refere ao IPA geral, enquanto os produtos de extrativa mineral subiram 2,27%, os preços dos produtos industriais cresceram 1,95% e os preços da indústria de transformação apuraram um aumento de 1,93%, seguido pelos preços dos produtos agrícolas, que ficaram 1,74% maiores que em setembro.

IPC e INCC também sobem

Os preços ao consumidor, por sua vez, subiram 0,71%, sendo que os gastos com transportes (+1,16%) embutem os efeitos do reajuste dos combustíveis no mês, enquanto o aumento em despesas pessoais (+2,80%) reflete o reajuste dos cigarros. Já os preços de alimentação (+1,05%), subiram tanto pela pressão do dólar quanto pelos períodos de entressafra agrícola. Por outro lado, entre os componentes do IPC, somente o item dos vestuários (-0,37%) registrou deflação no período de coleta dos dados. Os custos com a construção civil subiram 0,93%, por conta do aumento de 1,04% dos preços referentes aos materiais de construção.

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O IGP-DI referente ao mês em que é apurado, é divulgado aproximadamente na segunda semana do mês seguinte. O período de coleta de preços para o índice é o mês cheio, ou seja, do primeiro ao último dia do mês em questão.

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