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SÃO PAULO – Seguindo o pessimismo no mercado doméstico, o mercado de títulos da dívida externa brasileira fechou em queda nesta quarta-feira, pressionado pela menor expectativa de corte na taxa de juro básica da economia em março.
Com o foco dos investidores voltado para os índices de preços, o C-Bond teve queda e o risco país encerrou em alta nesta sessão, pois a inflação mostra alta maior que a esperada neste início de ano e impede a redução nas taxas de juros.
Índices de preços afastam expectativa de corte no juro
Após a alta de 1,08% no IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de fevereiro reportada na sessão anterior, novamente um índice de preço acima do esperado abalou a confiança do mercado em uma redução da taxa Selic neste mês, a primeira em 2004. Assim, a alta de 0,25% no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe na primeira quadrissemana de março confirmou uma aceleração da inflação, após o índice ter apontado uma alta de 0,19% no mês anterior.
A declaração do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reafirmando a prioridade da autoridade monetária no controle inflacionário e o anúncio da primeira prévia de março do IGP-M ao final do pregão, com a alta de 0,66% bem acima dos 0,08% reportados no mês anterior, pressionaram ainda mais os papéis brasileiros.
Assim, o esperado crescimento econômico em 2004 em um ambiente de juros baixos pode ser comprometido pelo desempenho dos índices de preços no início do ano, que não mostram um aquecimento da demanda, mas estão sendo influenciados por fatores sazonais e maiores preços dos insumos de produção no mercado internacional, caso do aço.
C-Bond fecha em queda
O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, fechou
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em baixa de 1,08%
na noite desta quarta-feira, cotado a
97,56
centavos de dólar.
Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond acompanharam a tendência de C-Bond.
O Par Bond
caiu 1,14%,
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cotado a
87,00
centavos de dólar,
enquanto o Discount Bond mostrou desvalorização de 1,19%, cotado a 83,25 centavos de dólar.
Já dentre os principais bônus globais, o destaque ficou com o Global 20, que mostrou baixa de 2,79%.
Risco país subiu
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 552 pontos base, um aumento de 22 pontos base em relação ao último fechamento.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
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Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % | ![]() |
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C-Bond | 97,56 | 98,63 | -1,08 |
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Par Bond | 87,00 | 88,00 | -1,14 |
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Discount Bond | 83,25 | 84,25 | -1,19 |
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Global 06 | 110,81 | 111,38 | -0,51 |
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Global 07 | 115,75 | 116,00 | -0,22 |
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Global 08 | 107,50 | 107,69 | -0,18 |
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Global 09 | 126,00 | 129,00 | -2,33 |
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Global 20 | 122,00 | 125,50 | -2,79 |
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Global 27 | 102,88 | 104,88 | -1,91 |
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Global 40 | 108,31 | 110,69 | -2,15 |
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