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SÃO PAULO – O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) avançou 0,90% em fevereiro, frente à alta de 1,27% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (9). O resultado ficou levemente abaixo do esperado pelo mercado — 0,98%, segundo compilação da Bloomberg.
Em fevereiro do ano passado, o indicador mostrou aumento de 1,22%. Com isso, no acumulado de 12 meses, o IPCA tem alta de 10,36%, bem acima do teto da meta do governo de 6,5%. No ano, a inflação oficial do país soma elevação de 2,18%.
Levando-se em consideração os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, foi o setor de educação o que registrou a maior alta, com variação de 5,90%, impactado sobretudo pelos reajustes anuais praticados no início do ano letivo. O setor foi responsável por 30% da alta do IPCA, o que corresponde a 0,27 ponto percentual. O mesmo impacto teve o segmento de alimentos e bebidas, que registrou alta de 1,06% no mês.
As contas de “energia elétrica” (-2,16%) também tiveram queda e empurraram para baixo o grupo “habitação” (-0,15%), mas pouca influência tiveram sobre o IPCA. Este comportamento se deve à redução no valor da bandeira tarifária vermelha, que passou de R$ 4,50 para R$ 3,00 por cada 100 kilowatts-hora consumidos, a partir de 1º de fevereiro, explicou a nota do IBGE.
Entre as capitais, Salvador (BA) aparece como a região com maior alta em fevereiro (1,41%), seguida de Recife (PE; 1,29%) e Belém (PA; 1,11%). O menor foi o da região metropolitana de Vitória (ES; 0,28%), onde os alimentos ficaram em 0,36%, bem abaixo da média nacional (1,06%).
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