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SÃO PAULO – O IBGE divulgou, na manhã dessa terça-feira, o resultado da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), relativo ao mês de março.
No período, o índice registrou variação positiva de 1,14%, bem abaixo da variação de 2,19% de fevereiro. As projeções contidas no relatório Focus do Banco Central, que compila a opinião de cem analistas, para o IPCA em março apontam para inflação da ordem de 0,85%.
No entanto, para o IPCA-15, parte do mercado acreditava que a alta dos preços deveria atingir entre 0,90% e 1% em março, sinalizando maior desaceleração apenas na segunda quinzena do mês. Dessa forma, a inflação medida pelo IPCA-15 ficou levemente acima do esperado pelo mercado.
Tarifas ônibus e gasolina contribuíram para desaceleração
Os principais itens responsáveis pela desaceleração da taxa de inflação foram as tarifas de ônibus urbanos, cujos reajustes passaram de 8,06% para 2,80%, as tarifas de ônibus intermunicipais (de 9,57% para -0,05%), gasolina (de 6,64% para 1,71%) e as mensalidades escolares, que subiram 0,90% após terem aumentado 6,59% em feveiro.
Entre os produtos alimentícios, o feijão preto, a farinha de trigo, o óleo de soja e o arroz apesentaram queda, ao passo que farinha de mandioca, tomate e hortaliças apresentaram forte reajuste.
Acumulado no ano atinge 5,40%
Com a inflação medida pelo IPCA-15 atingindo 1,98% em janeiro, 2,19% em fevereiro e 1,14% em março, o IPCA-E do primeiro trimestre, formado pelo IPCA-15 acumulado, atingiu 5,40%. Nos últimos doze meses a taxa ficou em 16,33%.
Brasília registrou maior inflação segundo o IPCA-15
Das doze regiões metropolitanas avaliadas, Brasília registrou a maior variação de preços em março enquanto Salvador registrou a menor inflação. Na capital federal, o índice registrou variação de 2,03% e na capital baiana a variação medida pelo índice ficou em 0,84%. Em São Paulo, o índice registrou variação positiva de 0,98%.
Entenda o índice
O IPCA-15 se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos e seus dados são coletados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
Os preços para cálculo foram coletados no período de 13 de fevereiro a 14 de março e comparados com os preços vigentes de 15 de janeiro a 12 de fevereiro.