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O IBGE divulgou há pouco o IPCA-15 referente ao mês de julho. Nesse período, o indicador, que mede a inflação nas principais regiões metropolitanas do país, apontou um crescimento de 0,94%, acima da alta de 0,38% no mês de maio. Esta elevação ocorreu principalmente em função do aumento das tarifas de telefonia.
Os itens que colaboraram para a alta do índice sofreram reajustes nesse período e foram telefone fixo (+4,67%), gás de bujão (+3,59%), água e esgoto (+2,58%), gasolina (+2,57%) e ônibus urbano (+1,89%). O item empregado doméstico também pressionou o índice, com uma alta de 2,50%, em função do reajuste do salário-mínimo ocorrido em abril. A energia elétrica apresentou elevação de 2,35% em junho, refletindo em parte os reajustes de São Paulo e Curitiba.
O impacto do racionamento de energia sobre os preços passará a ser avaliado a partir do índice de agosto, quando já estarão disponíveis dados suficientes sobre os valores médios das contas junto às concessionárias. A divulgação do IPCA em 0,94% pode assustar o mercado e justifica a elevação dos juros para 19,0% ao ano pelo Banco Central na última reunião do Copom.
O Índice de Preços ao Consumidor-15 acompanha a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços. O público alvo do índice é a população com faixa de renda entre 1 e 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte dessa renda, nas principais regiões metropolitanas do país. Esse índice é calculado entre os dias 15 de cada mês.