Inflação medida pelo IPC desacelera e dólar comercial opera em queda

Mercado opera atento à reunião do Copom desta quarta-feira; nos EUA, núcleo do CPI apresenta estabilidade de preços

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SÃO PAULO – O dólar comercial iniciou as operações desta quarta-feira em queda, revertendo a tendência observada na sessão anterior. A reunião do Copom, que deve se encerrar nesta quarta-feira, a desaceleração da inflação registrada pelo IPC da Fipe e o cenário internacional são os destaques no mercado de câmbio. É interessante citar também que o Banco Central informou que não realizará seu leilão de contratos de swap cambial.

Na segunda quadrissemana de maio, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe apurou uma inflação de 0,58%, abaixo da variação positiva de 0,68% registrada na primeira quadrissemana do mês. A menor alta dos preços dos itens alimentos e saúde colaboraram para a desaceleração da inflação.

Inflação nos EUA

Simultaneamente, o mercado opera atento ao cenário internacional, onde foi divulgado o índice de preços ao consumidor norte-americano, ou o CPI, referente ao mês de abril. Vale lembrar que, na última sessão, o PPI, equivalente ao índice de preços no atacado, registrou inflação acima do esperado.

O indicador apontou inflação de 0,5%, acima dos 0,4% esperados pelos analistas, mas inferior à medição anterior, onde foi registrado alta nos preços de 0,6%. Já o núcleo do índice, que desconsidera os itens considerados mais voláteis, energia e alimentos, registrou estabilidade nos preços ante as expectativas de 0,2% e da alta dos preços de 0,4% registrados anteriormente.

Dólar inicia negociações em baixa

O dólar comercial está cotado a R$ 2,4710 na compra e R$ 2,4740
na venda, baixa de 0,32% em relação ao fechamento anterior.

Com a
variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 2,14%
neste mês de maio e uma desvalorização de 6,75% desde o início do ano.

Dólar paralelo permanece em R$ 2,7570

No mercado paralelo, a moeda norte-americana é negociada a R$
2,7570, representando um ágio de 11,57%
em relação ao dólar comercial.