Inflação doméstica e tensões externas mantêm dólar comercial em alta

Expectativas em torno das medidas a serem adotadas pelo governo em resposta à rejeição da CPMF também influenciam

Publicidade

SÃO PAULO – Mantendo seu movimento de valorização configurado na abertura da sessão, o dólar comercial segue em alta nesta segunda-feira (17), dia de agenda doméstica cheia e de mau humor externo.

O NY Empire State Index marcou um forte recuo na atividade industrial do estado de Nova York, bem acima das expectativas do mercado, o que, aliado ao noticiário corporativo, sustenta o mau humor dos investidores neste começo de semana.

No plano doméstico, a inflação ocupa o centro das atenções, com o relatório Focus marcando uma elevação das projeções do mercado para o IPCA de 2007 e 2008 e o IGP-10 registrando em dezembro a maior alta nos preços desde fevereiro de 2003. Já a balança comercial marcou um modesto saldo de US$ 190 milhões na segunda semana do mês.

Ademais, as expectativas em torno das medidas a serem adotadas pelo governo em resposta à rejeição da prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) também mexem com o mercado cambial.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,8100 na compra e R$ 1,8140 na venda, forte alta de 1,00% em relação ao fechamento anterior.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,9700 na venda, representando um ágio de 8,84% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro está sendo cotado a R$ 1.815,
forte alta de 1,00% em relação ao fechamento
de R$ 1.797
da última sexta-feira.
O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, opera
em forte alta de 0,78%,
atingindo R$ 1.819 frente
a R$ 1.805 do fechamento de sexta-feira.