Inflação, desemprego e renda fazem otimismo do consumidor cair 1,2%

Dado se refere a setembro. Tomando como base o resultado divulgado no nono mês de 2006, a queda foi de 5,2%

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Inflação, desemprego e baixas expectativas quanto à renda fizeram com que o otimismo do consumidor caísse 1,2% no terceiro trimestre deste ano, tomando como base os três meses anteriores. É isso o que mostra pesquisa divulgada nesta sexta-feira (28) pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias).

No total, o Inec (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor) de setembro ficou em 104,8 pontos. Tomando como base o resultado divulgado no nono mês de 2006, a queda foi de 5,2%. De qualquer maneira, a CNI informou que o índice ainda pode ser considerado elevado, por ser maior que o valor médio observado para os demais meses de setembro analisados.

Inflação

Conforme o levantamento, a maior queda nas expectativas foi em relação à estabilidade dos preços. O índice recuou 7,7% na comparação com o indicador de junho, demonstrando maior otimismo quanto à evolução da inflação. Avaliando o resultado de setembro do ano passado, a retração ficou em 16,8%.

Esse resultado, apontaram os analistas da entidade no documento de divulgação do estudo, certamente foi influenciado pelos aumentos de preço ocorridos a partir do sexto mês deste ano, principalmente no setor de alimentos. Mais da metade dos entrevistados (55%) acredita em uma aceleração da inflação – o maior percentual desde março de 2005.

Emprego

No que diz respeito à sensação quanto à criação de empregos, os resultados apontam também para um resultado negativo – mesmo com a chegada do fim do ano e o aquecimento das contratações: o índice recuou 1,8% em relação a junho.

Em relação ao nono mês de 2006, a queda foi ainda maior, de 11,6%. “Ressalte-se, contudo, que naquele mês o índice de expectativa de evolução do desemprego atingiu seu recorde histórico”, lembraram os analistas.

Sobre a possibilidade de perder a vaga, a situação apresentou melhora: alta de 2,8% na comparação trimestral e praticamente uma estabilidade (0,8%), analisando os dados do ano anterior. “Este índice é mais relacionado ao próprio emprego do entrevistado, enquanto o índice de expectativa de evolução do desemprego é construído a partir de um questionamento sobre o emprego de uma forma geral, o que explica a diferença entre os índices”, justificaram.

Renda

Conforme a CNI, o indicador de expectativas da renda em geral recuou 1,1% na comparação com junho de 2007, enquanto o indicador referente à própria renda recuou 1,8%. Na comparação com setembro de 2006, os recuos são maiores: 3,1% no que diz respeito à renda em
geral e 2,5% à própria renda.

De qualquer maneira, a reavaliação das expectativas não alterou as perspectivas para o ano ou a satisfação com a vida. O índice de perspectivas para o restante do ano manteve-se estável na comparação com junho (crescimento de 0,7%), ainda que inferiores ao registrado em setembro de 2006 (queda de 3%). Já o índice de satisfação com a vida manteve-se estável, seja na comparação com junho, seja na comparação com setembro de 2006 (crescimento de apenas 0,4% em ambas as comparações).

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Compras

Por fim, o indicador de compras no trimestre reflete as perspectivas menos otimistas: recuou 1,6% na comparação com junho e 4%, tomando como base setembro de 2006.

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