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SÃO PAULO – Refletindo o clima tenso no plano internacional, ocasionado pela agenda norte-americana da sessão, o dólar comercial mantém a alta apresentada na abertura, operando em trajetória ascendente nesta sexta-feira (14).
O índice de preços ao consumidor dos EUA marcou uma alta acima das projeções do mercado, o que reduz as expectativas de novos cortes na Fed Funds Rate. Ademais, são aguardados os dados do Industrial Production.
Já no plano doméstico, a agenda pouco expressiva no que concerne a eventos de peso pode dar espaço a repercussões tardias à ata do Copom (Comitê de Política Monetária) e à rejeição da CPMF pelo Senado.
Enquanto o documento revelou preocupações do comitê quanto aos riscos inflacionários no país, o que pode significar um período de interrupção na flexibilização monetária mais longo do que o esperado, a falta do tributo causa preocupações, na medida em que o governo ainda não se pronunciou acerca de como planeja suprir a falta de recursos.
Intervenção do BC
Mantendo sua postura intervencionista no mercado cambial, o Banco Central realizou nesta sexta-feira uma operação de compra da moeda norte-americana, mesmo com a alta registrada.
Segundo comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais ), a operação teve início às 11h07 e terminou às 11h17, com a taxa aceita em R$ 1,7977.
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Confira as cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7960 na compra e R$ 1,7980 na venda, forte alta de 0,90% em relação ao fechamento anterior.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,9700 na venda, representando um ágio de 9,69% em relação ao dólar comercial.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro está sendo cotado a R$ 1.800,
forte alta de 0,81% em relação ao fechamento
de R$ 1.785
da última quinta-feira.
O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, opera
em forte alta de 1,12%,
atingindo R$ 1.806 frente
a R$ 1.786 do fechamento de quinta-feira.