Inércia do presidente do BCE leva bolsas dos EUA ao negativo

Falas de Draghi continuam deixando incertezas no ar sobre novas medidas de estímulo para conter crise do euro

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos operam no negativo nesta quinta-feira (2). Apesar da enorme expectativa do mercado em torno do discurso do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, nenhuma medida direta foi adotada, seguindo a mesma linha do que já havia ocorrido na véspera com a falta de novidades do Federal Reserve, decepcionando os investidores. 

Sem pronunciar claramente o retorno do BCE ao mercado secundário de bônus, Draghi foi enfático ao defender a ação da instituição dentro do mandato do banco central. Além disso, ele apontou que foi discutida “a possibilidade de uma redução da taxa de juros, mas o conselho de administração, como um todo, decidiu que esse não era o momento”. 

Assim, o BCE manteve a taxa básica de juros em 0,75% ao ano na Zona do Euro, assim como o BoE (Bank of England) deixou inalterado o juros em 0,5% a.a.. O estoque do programa de compra de ativos do banco central inglês continuou em £ 375 bilhões, ao contrário do que foi feito no último encontro, quando foi elevado de £ 50 bilhões para o montante atual.

Diante disso, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, registra desvalorização de 1,18% e atinge 1.359 pontos. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, revela baixa de 1,18% a 12.823 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, cai 0,67%, chegando a 2.901 pontos.

Agenda dos EUA
Entre os indicadores econômicos norte-americanos, destaque para o Initial Claims, que apontou que os pedidos de auxílio-desemprego vieram em linha com as expectativas dos analistas na passagem semanal. No período, foram observados 365 mil novas solicitações no país.

Também nesta sessão, o Factory Orders de junho, registrou que o volume de encomendas à indústria norte-americana no mês passado recuou 0,5%, contrariando as expectativas de avanço de 0,6% do mercado.

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Front corporativo
Dando continuidade à temporada de divulgação de resultados corporativos referentes ao segundo trimestre deste ano, a General Motors (-2,87%) reportou lucro de US$ 0,90 por ação no período em questão, montante 16% superior às estimativas do mercado. A receita líquida, entretanto, veio ligeiramente abaixo das expectativas.

Já no setor de varejo, as companhias reportaram o balanço das suas vendas no segmento mesmas lojas para o mês de julho. A GAP (+9,65%), Target (+1,85%), TJX (+2,46%) e Macy’s (+3,07%) mostraram números mais fortes do que as projeções dos analistas para o período. 

Por sua vez, a Abercrombie & Fitch (-15,29%) aletou que seu resultado referente ao segundo trimestre vai ser cerca de metade daquilo que os analistas esperam, depois da queda de dois dígitos no segmento mesmas lojas. 

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Acompanhe o desempenho dos principais índices acionários norte-americanos:

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq -0,67% 2.901 -2,54% +11,34% 
 Dow Jones -1,18% 12.823 -0,93% +4,96% 
 S&P 500 -1,18% 1.359 -1,09% +8,07%