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SÃO PAULO – O Banco Indusval & Partners publicou sua carteira recomendada para o mês de outubro, com 13 sugestões de ações. Comparado com o portfólio de setembro, a instituição decidiu realizar sete mudanças nas recomendações, mas seguindo com o perfil conservador.
Para o mês, a equipe de análise do banco optou por excluir as ações da BM&FBovespa (BVMF3), Bradesco (BBDC4), BR Foods (BRFS3), Embraer (EMBR3), Fertilizantes Heringer (FHER3), Marcopolo (POMO4) e Weg (WEGE3). Em substituição, o banco incluiu os papéis da Autometal (AUTM3), Klabin (KLBN4), M. Dias Branco (MDIA3), Pão de Açúcar (PCAR4), São Martinho (SMTO3), e Telefônica Brasil (VIVT4), além da volta das ações PN da Petrobras (PETR4).
O Indusval ressalta que as notícias do mercado externo devem continuar trazendo volatilidade para a bolsa, com destaque para a Espanha – onde a situação se agrava a cada dia. Enquanto isso, a China vem sofrendo com a maior desaceleração da economia. Enquanto isso, no Brasil, as inúmeras medidas realizadas pelo governo devem reaquecer a economia, mas não refletirão ainda no resultado das companhias, aponta a diretora de análise de investimentos, Mitsuko Kaduoka.
Deste modo, o Indusval optou por continuar com uma carteira conservadora, privilegiando a liquidez e expectativa de resultados futuros. Mitsuko ressalta ainda que que o setor elétrico – que não fazia parte do portfólio do banco desde agosto – deve continuar turbulento devido às indefinições acerca dos contratos de concessões.
Além disso, o banco retirou o Bradesco da carteira pois, apesar de acreditar nos fundamentos, a política agressiva do governo para redução de juros deve afetar a instituição diretamente, assim como todo o setor. A diretora de análise também retirou ou reduziu a participação nos papéis que já tiveram uma forte alta no mês anterior.
Desempenho anterior
A carteira sugerida em setembro subiu 2,60%, ante uma alta do Ibovespa de 3,71%. Os papéis que tiveram um bom desempenho na carteira foram a BM&FBovespa, BRFoods, Duratex, Kroton, Marcopolo, Suzano e Weg. Por outro lado, Bradesco, CCR, Comgás, Embraer e Iochpe-Maxion ficaram com baixo desempenho, aponta Mitsuko.
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A diretora de análise ressalta ainda a volta da Petrobras, apostando em um reajuste do combustível e apesar de um resultado ainda fraco. Já a Vale não fará parte do portfólio, afirma, uma vez que seu resultado deverá ser prejudicado pelo baixo nível do preço do minério de ferro e também pelo já anunciado aumento da provisão em mais R$ 1,1 bilhão nas despesas de royalties.
Confira a carteira recomendada para o mês de outubro: