Publicidade
SÃO PAULO – As indústrias do interior de São Paulo deverão repassar para seus produtos o reajuste de 17,93% que sofreram nos preços da energia elétrica no último dia 08, conforme avaliação feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Dificuldades em absorver o impacto do reajuste
A Aneel autorizou o reajuste para quatro distribuidoras de energia elétrica, incluindo a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que fornece eletricidade para 234 municípios do interior de São Paulo e cerca de 3,09 milhões de unidades consumidoras.
Enquanto as tarifas de luz para as residências consumidoras da CPFL devem ficar em torno de 3,43% mais caras, no caso das indústrias, o aumento será de 17,93%.
Para Fiesp, reajuste é necessário
Segundo o vice-presidente da Fiesp, Saturnino Sérgio da Silva, as margens de lucro do setor estão muito estreitas, e as indústrias não poderiam absorver o aumento do custo da energia elétrica.
Saturnino justifica o reajuste dizendo que o País está atravessando um período de transição no sistema de eletricidade, e é preciso aumentar os preços, para poder garantir os investimentos dos geradores, e ficar livre da possibilidade de um novo apagão.
Ainda segundo o vice-presidente da Fiesp, cerca de 80% das indústrias deverão ser atingidas pelo aumento. Vale lembrar que as companhias do setor chamado de eletrointensivo, isto é, que têm um alto consumo de eletricidade (ferro-gusa, ferro-ligas, metais não ferrosos, papel e celulose), que representam 15% do total de indústrias, têm acesso à compra de energia no mercado livre, onde podem negociar descontos.
Continua depois da publicidade
As informações são da Agência Brasil.