Indústria têxtil defende desoneração radical com a entrada do Simples

No setor têxtil, 90% das empresas são de pequeno porte e, para se enquadrar no Simples, perdem capacidade de gestão

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – A indústria têxtil e de confecções defende uma desoneração radical, nos moldes do Simples, extensiva a todos os portes de empresas, que beneficie todo o setor.

“Não podemos amarrar a confecção brasileira”, disse o diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel.

Desoneração

Conforme divulgou o Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, Pimentel explicou que 90% das empresas do setor têxtil são de pequeno porte e, para se enquadrar nos benefícios do Simples, acabam fugindo do crescimento, se desmembrando e perdendo em escala e em capacidade de gestão.

O diretor da Abit propõe que a desoneração radical aconteça por um período de cinco anos. Pimentel acredita que, sem a carga tributária, o setor poderá gerar um milhão de novos empregos e ainda revelou que a Abit coordena um “projeto estruturante”, que discute as questões que afligem o setor, envolvendo toda a cadeia produtiva.

Desempenho

O presidente da Abit prevê que as exportações do setor se mantenham estáveis e que as importações cresçam em torno de US$ 2,2 bilhões de 2006, para cerca de US$ 3 bilhões.

Segundo dados da Abit, o setor têxtil e de confecção, por ano, fatura cerca de US$ 34 bilhões, emprega 1,6 milhão de pessoas, exporta US$ 2,2 bilhões (para mais de 120 países) e investe US$ 1 bilhão ao ano em tecnologia e equipamentos.

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