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SÃO PAULO – A indústria brasileira deverá continuar sofrendo com a falta de competitividade e apresentar um crescimento inferior ao da economia brasileira no próximo ano, estima o Credit Suisse em relatório. Analisando sob a ótica da oferta, os analistas acreditam que a indústria nacional terá um avanço de 1,6% no próximo ano e de 3,7% em 2013, face aos 2,5% e aos 4,0% estimados para o PIB (Produto Interno Bruto).
A confiança dos empresários “diminuiu muito desde o segundo trimestre de 2011”, revela o Credit Suisse, ao alertar para o recuo da demanda por bens de capital, ocasionado principalmente por conta da estagnação industrial e da incerteza global.
Contudo, há outros fatores que prejudicam o desempenho do setor, como o atendimento de grande parcela do consumo interno por parte de importações. Apesar de se desacelerar sobre 2010, quando as importações tiveram um incremento de 43,7% sobre o ano anterior, tal segmento deverá encerrar 2011 com uma alta de 11,5% e se acelerar no ano seguinte, para 13,0%.
Enquanto isso, espera-se que a produção industrial local – a qual saltou 10,3% em 2010 – avance 0,8% neste ano e 1,4% no próximo, ao passo que o consumo doméstico deverá se acelerar de 2,1% neste para 3,2% no ano seguinte.
Perda de competitividade
Algumas especificidades internas também prejudicam o setor industrial, alertam os analistas. “(…) a inflação doméstica bem acima daquela dos parceiros comerciais e a significativa alta do custo da mão de obra no país também afetam a competitividade de várias indústrias frente às importações”, explicam.
Entretanto, o desemprego nacional não deverá seguir o mesmo caminho. Aliás, a taxa deverá decair de 6,0% neste ano para 5,8% em 2012 e para 5,2% em 2013, indicam, apesar de destacarem que questões demográficas estão no centro das explicações.
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Menor crescimento populacional, menos desemprego
Com uma queda no ritmo da população em idade ativa e o envelhecimento da força de trabalho, o crescimento populacional perde força e, assim, o PIB necessário para manter a taxa de desemprego estável em torno dos 6,0% passou de 3,3% em 2003 para algo entre 2,5% neste ano.
Como base de comparação, caso a força de trabalho mantivesse a mesma composição de outubro de 2003, a taxa de desemprego médio sobre os últimos 12 meses passaria de 6,1% em outubro para 6,8%.