Indústria será desonerada. Roupas e calçados ficarão mais baratos?

Abicalçados prevê que não haverá qualquer impacto ao consumidor. Preço de vestuário sinaliza tendência de alta

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Depois do anúncio de que a Tarifa Externa Comum (TEC) pode aumentar de 20% para 35%, o ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, informou que o governo tem a intenção de enviar ao Congresso um projeto de lei que desonere a folha de pagamento de algumas empresas.

Conforme a Agência Câmara, esse benefício atingiria indústrias como a coureiro-calçadista, moveleira e têxtil. A pergunta que fica é: assim como o aumento do custo da compra de produtos exterior pode resultar em um encarecimento de produtos vendidos aqui no Brasil, essa isenção tem poder para baratear o preço de algumas peças comercializadas em solo brasileiro?

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) acredita que não.

Queda do dólar

De acordo com o diretor-executivo da entidade, Heitor Klein, o impacto dos encargos sociais atinge diferentemente as empresas associadas, assim como a participação da mão-de-obra possui representatividade variável de acordo com os gastos de cada indústria. Por outro lado, é possível prever que haverá um “impacto significativo”, caso essa medida seja mesmo aprovada.

“Mas a medida será um incentivo para empresas que estão sofrendo com a desvalorização do dólar frente ao real dentro do mercado externo. Então, para os produtos vendidos aqui no Brasil não deve haver qualquer diferença”, explicou.

Roupas

A Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção, por sua vez, informou, por meio de nota, que não pode fazer qualquer projeção sem que o texto esteja finalizado. De qualquer maneira, produtos de vestuário, contudo, já têm previsão de ficarem mais caros.

Segundo a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abeim), os preços de jaquetas e peças de crochê devem subir de 11% a 15% a partir de junho – e isso exatamente por conta do aumento da TEC. A medida já foi autorizada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e deve ser discutida por integrantes do Mercosul a partir do mês que vem.

Por fim, apesar de contatado, o Sindicato da Indústria e Mobiliário não retornou para comentar o preço dos móveis.

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