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SÃO PAULO – A indústria brasileira começou a reduzir os estoques acumulados ao longo de três trimestres, notícia que é positiva, uma vez que a eliminação de estoques indesejáveis abre espaço para um futuro crescimento da atividade industrial.
Assim revelou a Sondagem Industrial, divulgada nesta sexta-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) que analisou a opinião de 1240 pequenos e médios empresários, além de 212 grandes empresas, através de entrevistas realizadas entre 4 e 24 de janeiro.
Final de 2005 manteve acomodação
Conforme apurou o estudo, no último trimestre de 2005 a atividade industrial seguiu o padrão de todo o ano, caracterizado pela acomodação, com o indicador de produção próximo à linha dos 50 pontos, indicando estabilidade em relação o trimestre anterior.
O indicador da Sondagem Industrial relativo ao faturamento também ficou estável no período e este comportamento foi observado tanto nas pequenas e médias, como nas grandes indústrias.
Menos empregados na indústria
A falta de dinamismo também levou à redução do contingente de trabalhadores, especialmente nas pequenas e médias empresas, com o indicador se mantendo abaixo da linha dos 50 pontos, o que confirma o momento desfavorável para o mercado de trabalho industrial.
Além disso, a acomodação na indústria também reduziu o nível de utilização da capacidade instalada que, em relação ao mesmo período de 2004, caiu 2 pontos percentuais, para 75%, embora na comparação com o trimestre anterior, tenha avançado 3 pontos percentuais.
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Retomada moderada do crescimento
Avaliando as condições atuais dos negócios, os empresários mantiveram uma avaliação negativa, sem formar grandes expectativas de crescimento. Mas, existem também boas notícias em relação às expectativas para os próximos meses.
Os empresários esperam que, nos próximos seis meses, as vendas externas parem de recuar e se apresentem estáveis, embora a confederação alerte que o cenário de exportações ainda não é favorável.
Quanto ao emprego, a boa notícia é que não há mais intenção, por parte dos empresários, de redução nos postos de trabalho, já que o indicador relativo às expectativas para o número de empregados avançou para bem próximo da linha dos 50 pontos, revelando que, se a indústria não espera contratar, também não pretende demitir.