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SÃO PAULO – A indústria brasileira continua a enfrentar um cenário desafiador no curto prazo, revelou o HSBC em pesquisa divulgada nesta segunda-feira (2). O PMI (Purchasing Manager’s Index) do setor manufatureiro mostrou queda de 49,3 em maio para 48,5 em junho – números abaixo de 50 indicam contração da atividade industrial -, no pior patamar em oito meses.
Aliás, com fraca demanda pelos clientes, a contração na produção e nos novos pedidos à indústria foi a maior também em oito meses, informou o HSBC. Assim, o País fechou o trimestre com um PMI médio de 49,0, frente aos 51,0 do primeiro trimestre e aos 50,1 do mesmo período do ano anterior.
“O dado também reforça a percepção de que o setor industrial continua enfrentando questões de competitividade. Com a depreciação do real e juros mais baixos, poderá haver algum alívio no médio prazo mas, no curtíssimo prazo, o horizonte permanece desafiador para a indústria”, escreveu em relatório André Loes, economista do HSBC.
Segundo a pesquisa, enquanto os custos dos insumos aumentaram – em um cenário de aumento nos preços das matérias-primas e flutuações da taxa de câmbio -, aproximadamente 16% das empresas reduziram os níveis de produção no mês e 14% aumentaram, embora os estoques de bens finais tenha caído marinalmente. Por fim, houve uma redução na força de trabalho pelo terceiro mês consecutivo, sendo que o nível de contratação caiu de modo mais forte desde outubro de 2011.