Economia

Indonésia corta parcerias comerciais com JP Morgan devido a rebaixamento

O governo encerrou todas as parcerias com o banco americano, com a justificativa de que o rebaixamento pode prejudicar a estabilidade do sistema financeiro do país

Por  Estadão Conteúdo

O governo da Indonésia cortou suas parcerias comerciais com o JP Morgan Chase, devido a um rebaixamento pelo banco norte-americano da recomendação de investimentos sobre os ativos do país, após a vitória de Donald Trump nas eleições dos EUA, que as autoridades da Indonésia acreditam que pode desestabilizar o sistema financeiro de seu país.

 

O JP Morgan tinha diversas parcerias de negócios com o governo da Indonésia, a maior economia do sudeste asiático, incluindo o papel como um dos diversos bancos designados a receber fundos repatriados de indonésios em um programa de anistia tributária com o objetivo de impulsionar os investimentos para os projetos de infraestrutura do presidente do país, Joko Widodo.

 

Ao anunciar a decisão, a Direção Geral do Tesouro, do Ministério das Finanças, que a partir de 1 de janeiro o governo encerrou todas as parcerias com o JP Morgan devido a pesquisa do banco, que pode prejudicar a estabilidade do sistema financeiro do país.

 

O JP Morgan também não terá mais o papel de atuar como um negociante primário nomeado pelo governo em leilões de títulos do país, nem como um painelista para as ofertas globais de obrigações em dólar, disse Robert Pakpahan, diretor-geral de financiamento do orçamento e gestão de risco. A avaliação do banco não foi credível e precisa, afirmou.

 

“Nós não nos fechamos para avaliações, pois elas são importantes para melhorarmos”, disse o ministro das Finanças, Sri Mulyani. “Entretanto, as grandes instituições têm uma grande responsabilidade em criar uma psicologia positivo, em vez de fazer algo enganoso”, comentou.

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O JP Morgan afirmou que seus negócios na Indonésia continuam a operar como de costume e que o efeito da ação sobre os clientes é mínimo. O banco disse que está trabalhando com o Ministério de Finanças para resolver a questão. Fonte: Dow Jones Newswires.

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