Bolsas mundiais

Índices futuros americanos operam sem direção definida, enquanto bolsas europeias e asiáticas sobem com reunião do Fed no radar

Já as bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em alta na terça, após um começo relativamente fraco na semana

baixa gráfico índice
(Getty Images)

Nesta terça (16), os índices futuros Dow e S&P oscilam negativamente, enquanto o Nasdaq Futuro tem alta. Na segunda, Dow e S&P fecharam com altas recordes, impulsionadas por otimismo quanto à reabertura da economia. Foi o 14º recorde positivo da Dow em 2021, e a sétima alta seguida da bolsa.

Os mercados mantêm o foco sobre o Federal Reserve, o banco central americano, que inicia hoje sua reunião de dois dias. Na quarta (17), o presidente do Fed, Jerome Powell, deve realizar uma declaração sobre suas previsões para a economia e a tendência da política da instituição.

Há semanas, os rendimentos de títulos do Tesouro americano com vencimento em dez e 30 anos vêm aumentando, sinalizando a expectativa de recuperação da economia e alta da inflação.

Na segunda, os títulos com vencimento em dez anos estavam sendo negociados com juros de cerca de 1,6%. A alta pode ter impacto no mercado de ações, cujos ganhos podem ficar comparativamente menos atrativos do que os de títulos, considerados seguros por serem garantidos pelo governo, que tem o poder de criar impostos.

Na quinta, o Banco da Inglaterra também realizará um encontro, e o Banco do Japão iniciará seu encontro de dois dias para discutir a política da instituição.

As bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em alta na terça, após um começo relativamente fraco na semana, também com a reunião do Fed no radar.

Na Europa, o índice Eurostoxx, que reúne ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, sobe 0,39%.

O noticiário a respeito da vacinação continua como foco central no continente. Na segunda, as três maiores economias da União Europeia, Alemanha, Itália e França, suspenderam a vacinação com o imunizante desenvolvido pela parceria entre AstraZeneca e Universidade de Oxford, após relatos de coágulos sanguíneos surgirem entre pessoas que haviam utilizado a vacina.

A EMA (Agência Europeia de Medicamentos) insiste que a vacina é segura, que não foi encontrada uma associação entre a imunização e o surgimento de coágulos.

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Especialistas têm ressaltado que a proporção de pessoas que desenvolveram estes sintomas após tomar a vacina não é maior do que a proporção entre a população em geral, de acordo com os dados disponíveis até o momento.

Em uma declaração, a agência ressaltou que “muitas milhares de pessoas desenvolvem coágulos sanguíneos todo ano na União Europeia, por diversos motivos”, e que o número de incidentes entre aqueles vacinados “não parece ser mais alto do que o observado na população em geral”.

Assim, “os benefícios da vacina da AstraZeneca em evitar a Covid-19, com seu risco associado a hospitalização e morte, supera os riscos de efeitos adversos”.

O cientista-chefe da OMS (Organização Mundial de Saúde), Soumya Swaminathan afirmou na segunda: “nós não queremos que as pessoas entrem em pânico, e recomendaríamos, neste momento, que os países continuem se vacinando com a AstraZeneca”.

Na sexta, a Sociedade Internacional de Trombose e Hematose, que representa especialistas médicos ao redor do mundo, havia afirmado que “o pequeno número de eventos trombóticos, em relação às milhões de doses de vacinas contra a Covid não sugerem uma ligação direta”.

Nesta terça, membros da OMS e da EMA devem se reunir, separadamente, para discutir a questão. Na quinta, a EMA deve realizar uma reunião extraordinária para decidir sobre a tomada de novas ações.

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