Índices dos EUA operam com sinais opostos, avaliando agenda e temor europeu

Planos de cortes de gastos anunciados na Europa são destaque da sessão; no cenário corporativo, techs ficam em foco

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos operam com sinais opostos na tarde desta segunda-feira (24). Temores quanto à crise da dívida pública europeia dividem espaço com um indicador melhor que o esperado no setor imobiliário dos Estados Unidos.

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, negocia em leve desvalorização de 0,45% e atinge 10.148 pontos. Também opera em leve baixa de 0,29% o índice S&P 500, chegando a 1.085 pontos. Por outro lado, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, sobe 0,31% a 2.236 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +0,31 2.236 -11,62 -1,46 
 S&P 500 -0,29 1.085 -10,91 -2,74 
 Dow Jones -0,45 10.148 -9,43 -2,69 


Agenda
No mês de abril, as vendas de imóveis usados superaram as expectativas do mercado. As revendas de casas aumentaram 7,6%, para 5,77 milhões anuais ante 5,36 milhões registrados em março. Os números foram divulgados pela Associação de Corretores Imobiliários dos EUA.

Front corporativo
Após o banco Morgan Stanley recomendar a compra das ações da Apple, os papéis da empresa sobem 3,35%, uma das maiores altas da sessão.

Ainda entre as techs, as ações da IBM cedem 0,22%, após a empresa anunciar a compra de uma unidade da AT&T por US$ 1,4 bilhão. Os papéis da AT&T recuam pouco mais de 1,2%.

Já as ações da AIG caem 3,5% depois de reportagem do The Wall Street Journal ter divulgado que a Justiça norte-americana concluiu as investigações criminais contra a seguradora sem apontar culpados. Além disso, o governo está avaliando a realização de uma oferta pública de ações para o braço da AIG na Ásia, caso a venda para a Prudential fracasse.

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Cenário Europeu
Durante o fim de semana, o Banco Central da Espanha interveio no banco CajaSur, que não conseguiu concluir uma operação de fusão. Os investidores temem que alguns países europeus, como Grécia, Portugal e Espanha não consigam reverter sua grave situação fiscal, ameaçando a estabilidade financeira da Europa e do mundo 

Planos de cortes de gastos também ficam em pauta. A Alemanha iniciará um programa de austeridade fiscal em 2011 para dar o exemplo a outros países da Zona do Euro, com cortes totais de no mínimo € 10 bilhões por ano até 2016, segundo dito por oficiais do governo alemão ao Financial Times. Já a Grã-Bretanha criou um plano de corte de gastos de mais de £ 6 bilhões (US$ 8,7 bilhões), visando conter o déficit fiscal.