Índices dos EUA caem sob peso de plano de resgate ao Chipre

O movimento afastou o S&P 500 de sua máxima recorde de fechamento registrada em 2007, de 1.565 pontos; índice recuou 0,55%, a 1.552 pontos

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NOVA YORK – Os principais índices acionários norte-americanos fecharam em queda nesta segunda-feira, após um plano de impostos sobre depósitos no Chipre elevar temores em relação a uma instabilidade nas instituições financeiras da zona do euro.

O movimento afastou o S&P 500 de sua máxima recorde de fechamento registrada em 2007, de 1.565 pontos. O índice aproximou-se desse nível na semana passada.

O índice Dow Jones recuou 0,43 por cento, a 14.452 pontos. O Standard & Poor’s 500 cedeu 0,55 por cento, a 1.552 pontos. O referencial tecnológico Nasdaq caiu 0,35 por cento, para 3.237 pontos.

As ações do setor financeiro lideraram as perdas, com o respectivo índice do S&P 500 caindo 1 por cento, depois de um forte recuo nos papéis dos bancos europeus. O JPMorgan Chase caiu 1 por cento, para 49,51 dólares.

Os ministros do Chipre tentavam revisar um plano para confiscar depósitos bancários nesta segunda-feira, antes de uma votação parlamentar na terça-feira que vai garantir o resgate financeiro da ilha ou levá-la a um default, com desdobramentos ao longo da zona do euro.

Autoridades europeias disseram que a medida serve apenas para o país, que responde por apenas 0,2 por cento da produção do continente. O medo é que os poupadores de países europeus maiores fiquem receosos e comecem a sacar os recursos depositados nos bancos. Até agora, não há nenhum sinal imediato dessa fuga.

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“Há preocupações sobre se haverá qualquer transbordamento da situação no Chipre”, avaliou o diretor de investimentos da Fort Washington Investment Advisors em Cincinnati, Nick Sargen. A empresa administra mais de 45 bilhões de dólares em ativos.

“Será que as autoridades vão ser capazes de convencer os mercados de que esta proposta é apenas para uma situação única, para um país tão pequeno (…)? Se eles não puderem, isso levantará novas preocupações sobre o sistema bancário da Europa”, completou.