Índices de NY têm leve alta antes de dados econômicos e balanços; IPCA-15 e mais

Investidores agaurdam dados sobre bens duravéis, habitação e confiança do consumidor

Felipe Moreira

Trader trabalha na sede da NYSE, em Nova York (Michael Nagle/Bloomberg)

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Os índices futuros dos EUA operam em leve alta nesta terça-feira (27), apagando parte das perdas da véspera, com investidores à espera de dados econômicos sobre bens duráveis, habitação e confiança do consumidor. Eles também aguardam pelos resultados das varejistas Lowe’s e Macy’s antes da abertura dos mercados, seguido por Beyond Meat, Virgin Galactic e Rocket Lab após o fechamento dos mercados.

Por aqui, as atenções estarão voltadas para o IPCA-15 de fevereiro, com consenso LSEG prevendo alta mensal de 0,82% e de 4,52% na base anual. No campo político, depois de ter testado positivo para covid-19, Fernando Haddad, ministro da Fazenda, participa de forma virtual de reuniões do G20 com a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen e com ministros dos Brics.

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos Estados Unidos registram leve recuperação após perdas da sessão anterior. Os investidores estão atentos esta semana ao índice mensal de preços de despesas de consumo pessoal, o indicador de inflação preferido da Reserva Federal (Fed). O indicador será divulgado na quinta-feira.

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Veja o desempenho dos mercados futuros:

Dow Jones Futuro: +0,04%

S&P 500 Futuro: +0,10%

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Nasdaq Futuro: +0,18%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem direção única nesta terça-feira, após Wall Street dar uma pausa em seu recente rali ontem. O índice japonês Nikkei ficou praticamente estável em Tóquio, com alta de 0,01%, a 39.239,52 pontos, mas atingiu novo pico histórico pelo terceiro pregão seguido. Durante a madrugada, o juro do bônus do governo do Japão (JGB) de 10 anos ficou estável em 0,685%, mas o de 2 anos chegou a subir brevemente a 0,170%, tocando o maior patamar desde julho de 2011, na esteira de dados da inflação doméstica mais fortes do que o esperado.

Na China continental, os mercados tiveram ganhos significativos em meio a esperanças de que novas medidas de estímulos sejam anunciadas durante as sessões plenárias anuais do governo chinês, no início de março.

Shanghai SE (China), +1,29%

Nikkei (Japão): +0,01%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,94%

Kospi (Coreia do Sul): -0,83%

ASX 200 (Austrália): +0,13%

Europa

Os mercados europeus operam com alta, após um movimento global de baixa na véspera. As ações de mineração lideram os ganhos da região, com alta de 1,3%. Já as ações de mídia caem 0,5%.

FTSE 100 (Reino Unido): +0,08%

DAX (Alemanha): +0,41%

CAC 40 (França): +0,03%

FTSE MIB (Itália): +0,27%

STOXX 600: +0,07%

Commodities

Os preços do petróleo operam com ganhos, ampliando os ganhos pelo terceiro dia consecutivo, à medida que interrupções no transporte marítimo estimulavam preocupações com a oferta.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta nesta terça-feira, apoiadas pelas esperanças de recuperação da demanda no principal consumidor, a China, e por um potencial imposto de exportação sobre o minério de ferro indiano de baixa qualidade, embora a menor produção de aço no curto prazo tenha limitado os ganhos.

Petróleo WTI, +0,12%, a US$ 77,67 o barril

Petróleo Brent, +0,13%, a US$ 82,64 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,24%, a 897,50 iuanes, o equivalente a US$ 124,68

Bitcoin

2. Agenda

A agenda desta terça-feira traz a prévia de inflação de fevereiro no Brasil, além de dados da confiança do consumidor dos Estados Unidos.

Brasil

8h: Confiança da indústria de fevereiro

8h25: Boletim Focus

9h: IPCA-15 de fevereiro; consenso LSEG prevê alta mensal de 0,82% e de 4,52% na base anual

14h15: Campos Neto tem reunião com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) (fechado à imprensa)

14h30: Haddad tem reunião com a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen

14h40: Campos Neto tem reunião com Kristalina Georgieva, Diretora-Gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), e Ilan Goldfajn, Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) (fechado à imprensa)

15h: Campos Neto tem reunião com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e de Bancos (fechado à imprensa)

17h: Campos Neto tem reunião com Vladimir Chistiukhin, First Deputy Governor of the Bank of Russia (fechado à imprensa)

17h45: Campos Neto e Haddad participa de reunião ministros do BRICS (fechado à imprensa)

EUA

11h: Bens duráveis de janeiro; consenso LSEG prevê baixa de 4,5%

12h: Confiança do consumidor de fevereiro

18h30: Estoques de petróleo (API) semanal 

3. Noticiário econômico

Impostos sobre riqueza arrecadam quatro vezes menos que consumo no G20

A arrecadação de impostos da maioria dos países do G20 é superior para itens de consumo do que para grandes fortunas, segundo análise da ONG Oxfam a ser divulgada nesta terça. Para cada dólar arrecadado em tributos nos países do grupo, que reúne as 20 maiores economias do planeta, apenas US$ 0,08 vêm de impostos sobre a riqueza, enquanto cerca de US$ 0,32 com tributos vem da taxação do consumo, quatro vezes mais que a tributação sobre a riqueza.

4. Noticiário político

Moraes volta a defender regulamentação das redes sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes voltou a defender, na última segunda-feira (26), a regulamentação das redes sociais. O ministro participou da aula de recepção aos calouros da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). “Não podemos cair nesse discurso fácil de que regulamentar as redes sociais é ser contra a liberdade de expressão. Isso é um discurso mentiroso e que pretende propagar e continuar propagando discurso de ódio. O que não pode no mundo real, não pode no mundo virtual”, afirmou.

5. Radar Corporativo

BRF (BRFS3)

BRF (BRFS3) encerrou o quarto trimestre de 2023 com um lucro líquido de R$ 823 milhões. O resultado reverte o prejuízo de R$ 956 milhões registrado no mesmo período do ano passado e reflete a melhora do cenário internacional e a queda dos preços das commodities, principal fator de custo da companhia.

Vale (VALE3)

A Vale (VALE3) informou que foram proferidas decisões liminares pela 1ª Vara Cível de Canaã dos Carajás e Vara Cível de Ourilândia do Norte, reestabelecendo as Licenças de Operação das minas de Sossego e de Onça Puma.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)